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Plantão Irã: EUA recuam mais uma vez diante do Irã

Programa destacou negociações na Suíça, crise de “Israel” e vitória política da República Islâmica

O Plantão Irã desta segunda-feira (22) destacou a suspensão, por 60 dias, das sanções norte-americanas contra o setor petrolífero iraniano.

Apresentado por Victor Assis, com participação de Pedro Burlamaqui, o programa tratou da primeira rodada de negociações entre Irã e EUA na Suíça, após a assinatura do memorando de entendimento entre os dois países. Segundo os apresentadores, a decisão do Tesouro dos Estados Unidos autoriza a produção, venda, entrega e importação de petróleo bruto e petroquímicos iranianos por 60 dias, incluindo seguro, transporte, tripulação, abastecimento e pagamento em dólar.

Para Victor Assis, a medida mostra que o acordo avança apesar das provocações de “Israel”.

“Mais um passo que significa que o memorando é para valer, o acordo é real. Há toda uma situação tensa, o Estado de ‘Israel’ agindo lá como um menino mimado, mas o acordo vai andando”, afirmou.

Assis destacou que a suspensão das sanções representa uma concessão importante do imperialismo.

“O mais importante é que você tenha o país imperialista mais poderoso do mundo fazendo uma série de concessões para o Irã, que são os Estados Unidos, se comprometendo a fazer um pagamento de US$380 bilhões e levantando as sanções. Isso, por si só, é uma grande vitória por parte do Irã”, disse.

Pedro Burlamaqui lembrou que, no sábado (20), o Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz após novos ataques de “Israel” contra o Líbano. Segundo autoridades libanesas, pelo menos 37 pessoas foram assassinadas em bombardeios no sul do país e no oeste do Vale do Becá. O cessar-fogo no Líbano é uma das exigências centrais do memorando de entendimento.

As negociações ocorreram no complexo de Bürgenstock, na Suíça. A delegação iraniana foi chefiada por Mohammad Bagher Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano, e contou com o chanceler Abbas Araghchi e o porta-voz Esmail Baghaei. Do lado norte-americano, a delegação foi chefiada pelo vice-presidente J.D. Vance. Representantes do Paquistão e do Catar também participaram das conversas.

Um dos principais pontos definidos foi a criação de uma Unidade de Controle de Conflito para acompanhar a situação no Líbano, com participação iraniana. “Israel” ficou fora desse mecanismo. Também foi estabelecida uma linha direta sobre a administração e a reabertura gradual do Estreito de Ormuz. Além disso, foram anunciados grupos de trabalho sobre a questão nuclear, sanções e monitoramento.

Para Assis, a exclusão de “Israel” das negociações reais é um sinal da crise do Estado sionista.

“‘Israel’ ficar de fora da verdadeira negociação é muito humilhante. Mostra, primeiro, que ‘Israel’ não tem poder nenhum, porque foi excluído na negociação. Mostra também a desconfiança do imperialismo em relação ao governo Netaniahu”, afirmou.

O programa também tratou da perseguição política nos países imperialistas, da participação do Irã na Copa do Mundo e da crise do governo britânico. Ao comentar o empate entre Irã e Bélgica por 0 a 0, Burlamaqui destacou que a seleção iraniana teve um gol anulado pelo VAR em uma bela jogada ensaiada. Apesar da garfada, o Irã continua na disputa por uma vaga na segunda fase.

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