Ednelson Cesaretti

Professor de Educação Física na rede municipal de São Paulo. Pós graduado em Educação Física Escolar, licenciado em História. Militante da Corrente Educadores em Luta/PCO

Coluna

Futebol brasileiro é o fascínio mundial

Que nossos jogadores conquistem o Hexa, para nós e todos os povos oprimidos do mundo

A Copa do Mundo especialmente nos países pobres e oprimidos mostra que a mística do futebol-arte de Pelé, Garrincha, Romário, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Neymar, entre outros, deixou raízes profundas pelo mundo, criando fenômenos de idolatria.

Mobilizações de apoio ocorridas mundo afora mostram isso. Vídeos de passeatas reunindo milhares de pessoas em Bangladeche impressionaram mostrando o apoio entusiástico deste povo. Onde até vizinhos disputam para ver quem consegue hastear a maior bandeira do Brasil na laje de casa.

No Líbano, a torcida é uma extensão do Brasil. Bairros inteiros de Beirute se cobrem com panos, fitas e luzes verdes e amarelas, carros circulam com bandeiras do Brasil presas nas janelas e buzinando sem parar. 

Outra demonstração veio de Vanuatu, pequeno país insular da Oceania. A devoção deles pelo Brasil vem do “joga bonito”, onde o drible e a irreverência dos craques canarinhos representam a essência pura do que o futebol deve ser.

Os dias de jogo do Brasil transformam as vilas. As pessoas saem de suas casas com os rostos pintados, vestindo o que tiverem de amarelo e azul, e se reúnem ao redor dos poucos aparelhos de TV ou projetores disponíveis na comunidade. 

Até mesmo no país mais populoso do mundo, a Índia, com 1,47 bilhão de habitantes, o povo do Estado de Kerala, mostra sua devoção com verdadeiras “batalhas” para ver quem ergue o maior painel ou estátua de jogadores brasileiros (como Neymar, Pelé e Ronaldo) no meio dos rios e praças. 

O amor dos povos oprimidos ao Brasil é tão profundo, que mesmo na Palestina e na Faixa de Gaza devastada pelo genocídio sionista, em meio ao maior dos sofrimentos entre os povos do planeta, se verificaram inúmeras manifestações de comemorações explosivas em praças públicas na Palestina a cada gol do Brasil. 

Quando as massas desses países olham para o Brasil, elas não veem apenas um time; veem os seus iguais vencendo os opressores históricos em um território onde nem sempre o dinheiro pode comprar o talento. Todo este apoio ao Brasil é uma demonstração prática de solidariedade psicológica e cultural entre povos que compartilham as mesmas dores da exploração imperialista. A mobilização das massas em torno de uma paixão comum é uma demonstração da capacidade de auto-organização, festa e vitalidade do povo, mesmo sob condições de extrema miséria e opressão.

Que nossos jogadores conquistem o Hexa, para nós e todos os povos oprimidos do mundo.

* A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a opinião deste Diário

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