As organizações da resistência palestina prestaram homenagem a Mohammad Saeed Izadi, comandante do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI), conhecido como Hajj Ramadan, no primeiro aniversário de seu assassinato. Izadi foi morto em junho de 2025, durante um ataque de “Israel” contra o Irã, ao lado de outros comandantes e civis.
As declarações destacaram a participação do dirigente iraniano no apoio à causa palestina e no desenvolvimento das capacidades militares das organizações que lutam contra a ocupação sionista. Izadi dirigia a Divisão Palestina da Força Quds, setor responsável por acompanhar de maneira direta o apoio iraniano às organizações palestinas.
A Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) afirmou que o legado do comandante assassinado “permanecerá presente e será uma escola revolucionária que não se desvia”. A organização acrescentou que “o crime de seu assassinato se voltou contra seus autores”, em referência ao fato de que a morte de Izadi não interrompeu a luta da resistência palestina.
Apoio à luta palestina
As organizações palestinas destacaram que Izadi acompanhou, durante anos, o desenvolvimento dos meios militares utilizados contra “Israel”. Sua atuação envolveu apoio político, militar e técnico às organizações que combatem a ocupação, em um período no qual o cerco à Palestina foi ampliado com o apoio do imperialismo norte-americano.
Os Comitês de Resistência da Palestina também homenagearam o comandante iraniano, chamando-o de “grande mártir da Palestina, Hajj Ramadan”. A organização ressaltou seu “longo histórico e grande legado no trabalho militar e de combate”.
Em sua declaração, os comitês afirmaram que Izadi colocou sua experiência e seus recursos a serviço da resistência palestina. De acordo com a organização, esse trabalho contribuiu para um salto nos métodos de operação, na capacidade de fabricação e no planejamento militar das facções palestinas.
Os Comitês de Resistência afirmaram ainda que o assassinato de Izadi representou a perda de um dos principais apoiadores do desenvolvimento militar palestino. Para a organização, ele foi um “verdadeiro representante da República Islâmica do Irã” na luta contra “Israel”.
As Brigadas Al-Qassam, braço armado do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas, na sigla em árabe), também homenagearam o mártir iraniano. Em seu canal oficial no Telegram, publicaram fotos exclusivas do comandante mártir Hajj Ramadan com dirigentes do Hamas, incluindo registros de suas visitas ao campo de refugiados de Marj al-Zahour, em 1992, e imagens ao lado de dirigentes martirizados da resistência, como Ismail Hanié e Hassan Nasseralá.




