O anúncio de que Irã e Estados Unidos chegaram a um entendimento sobre o cessar-fogo definitivo representa uma esmagadora derrota política e militar para o Estado de “Israel”. Longe de alcançar os objetivos desenhados no início da guerra, o governo israelense encontra-se encurralado em uma situação de profundo isolamento global. O imperialismo norte-americano, diante de sua própria decadência e da incapacidade de obter resultados efetivos no campo de batalha, optou por priorizar os seus interesses domésticos, deixando o sionismo virtualmente abandonado à própria sorte.
Essa mudança de postura desmorona por completo a tese de que o sionismo dita as ordens na política externa dos Estados Unidos. Sem condições econômicas ou militares de romper com os Estados Unidos, a liderança de “Israel” se vê reduzida a lamentar publicamente o abandono de seu maior patrocinador. À medida que o esforço de guerra conjunto se revela um fracasso estrutural, os Estados Unidos deixam claro que não pretendem se sacrificar indefinidamente por um aliado que se tornou um fardo político internacional. Se não houver escolha para a preservação dos interesses americanos, o recado de Trump é: que “Israel” se dane.
Os bombardeios desesperados contra áreas residenciais em Beirute, realizados a poucas horas da assinatura do memorando, não demonstram força, mas a total irracionalidade e o desespero de um regime falido. Trata-se de uma tentativa criminosa e vã de sabotar o acordo de paz. Internamente, o clima entre oficiais do exército e líderes da oposição israelense é de catástrofe e pânico generalizado. O reconhecimento público de que o regime iraniano sobreviveu, que seu programa de mísseis permanece intacto e que a resistência armada não foi destruída sela o tamanho do fracasso completo do aparato sionista.
O desespero de Benjamin Netaniahu em evitar o fim das hostilidades reflete o cálculo de que seu próprio governo será rifado pelo imperialismo assim que a paz for estabelecida. Isolado no cenário internacional, desacreditado por sua própria população e agora abandonado pelo governo Donald Trump, o Estado de “Israel” assiste ao desmoronamento de seus mitos de invencibilidade.





