Os Estados Unidos dominaram a partida. Naturalmente, um gol contra no início da partida, realizado por Bombadilla, jogador do São Paulo, destrói o psicológico de qualquer equipe, principalmente de uma equipe sem tradição como o Paraguai. Mas mesmo o gol contra surgiu de uma jogadaça de Pusilic, melhor jogador norte-americano.
Depois, primeiro tempo completamente arrasador do time da casa. Balogun fez o segundo e, depois, o terceiro, um golaço, de canhota, no ângulo. De fato, os EUA, pelo investimento que fizeram desde a época em que Pelé foi jogar no Cosmos, agora, pode-se dizer, têm algo que se pode chamar de futebol.
Mas, no segundo, o Paraguai reagiu. Primeiro, porque o treineiro deixou de burrice e colocou Maurício para jogar. O jogador do Palmeiras, um brasileiro-paraguaio, conseguiu fazer o time jogar — pelo menos a passar do meio de campo. Inclusive, foi autor do gol paraguaio.
Mas tudo isso perde o sentido da discussão quando se pensa no verdadeiro escândalo que a FIFA tem realizado no futebol. Desde a implementação do VAR, novos regulamentos interpretativos têm sido impostos que favorecem a manipulação dos resultados. Agora, mão na bola na área não é mais pênalti, tem que ver se foi “mão de arrasto” ou não. Para piorar, toda hora muda o regulamento, dificultando a execução do esporte e a adaptação dos atletas à metamorfose regulamentar.
O lance, no início do segundo tempo, no qual um jogador paraguaio simulou uma falta, é um verdadeiro escândalo, sem precedentes no futebol. O juiz, em campo, teve uma percepção errada, marcou falta e deu cartão para o defensor norte-americano. A falta foi cobrada. Depois, o VAR (Vídeo Arrumador de Resultados) chamou o assoprador do apito e mandou inverter os cartões.
E se tivesse saído gol? A confusão seria digna de um épico de Homero.
“Mas foi justo”, dirão os paladinos, que, por “acaso”, sempre seguem o que diz a imprensa antinacional.
A isso respondo: a primeira Copa disputada com o VAR foi em 2018. Nessa mesma edição, o Brasil foi eliminado pela Bélgica com três pênaltis — pelo menos um claríssimo em cima de Gabriel Jesus — que o VAR sequer chamou para revisar e fazer “justiça”.
A verdade é que esses “analistas” por detrás das câmeras do Arranjador de Resultados estão ali para servir os interesses do capital financeiro e manipular o jogo. Não entrarei nem no mérito da destruição da emoção de se gritar gol ou coisa do tipo — o que, em si, já seria um argumento.
Contra a Croácia, em 2022, teve pênalti não marcado, falta em cima de Antony, que foi puxado igual peixe, pela boca etc.
O VAR não está aí para fazer “justiça”, está aí para garantir que o “time da vez” ganhe. Aliás, o presidente da FIFA, Infantino, assumiu o poder depois da Lava Jato promovida pelos EUA na federação.
Ainda acredito no Hexa, mas, para isso, assim como em 1970, teremos de ganhar apesar da arbitragem. Vamos marcar vários gols para valer um.
Para isso, porém, a comissão técnica terá de, ela mesma, ter essa compreensão para passar para os jogadores. E, sinceramente, não sei se nosso técnico europeu conseguirá chegar a essa conclusão. Talvez, por não sofrer do viralatismo do qual muitos técnicos e atletas brasileiros sofrem, possa ser um fator positivo. A ver…
* Sobre o jogo: os EUA mereceram ganhar, dominaram completamente. O Paraguai foi uma porcaria em todos os sentidos que essa palavra possa assumir. 4 a 1 merecido. No último lance do jogo, mais um golaço, agora, de trivela.





