Copa do Mundo 2026

Brasil x Marrocos: começa hoje a jornada pelo Hexa

Brasil estreia contra o Marrocos neste sábado, às 19h, e começa a caminhada para conquistar a sexta estrela

Chegou a hora da Seleção Brasileira estrear na Copa do Mundo de 2026. Neste sábado, 13 de junho, às 19h, no horário de Brasília, o Brasil enfrenta o Marrocos no Estádio de Nova Iorque e Nova Jérsei, nos Estados Unidos, pela primeira rodada do Grupo C. A chave ainda tem Haiti e Escócia, que também jogam neste sábado, às 21h, em Boston.

A estreia brasileira tem um peso especial. Não se trata apenas do primeiro jogo de mais uma Copa do Mundo. Trata-se da entrada em campo do maior patrimônio esportivo do povo brasileiro, a Seleção de cinco títulos mundiais, o país que transformou o futebol em uma arte popular, em uma manifestação de criatividade, malícia e inteligência.

A imprensa burguesa, como sempre, tenta diminuir a Seleção. Quando a equipe ganha, diz que o adversário era fraco. Quando empata ou perde em amistosos, anuncia uma catástrofe. Quando o futebol europeu mostra sua monotonia, aparece como “moderno”. Quando o Brasil joga com habilidade, improviso e ataque, aparecem os fiscais da mediocridade para exigir disciplina tática e submissão ao modelo europeu.

Mesmo assim, a Seleção chega à Copa com um dos elencos mais fortes do torneio. O técnico Carlo Ancelotti comandou, na sexta-feira (12), o último treino antes da estreia, no Centro de Treinamento Columbia Park, em Morristown. Durante a semana, deu sinais claros da equipe que pretende utilizar contra o Marrocos.

A provável escalação brasileira tem Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Vinícius Júnior e Matheus Cunha.

A ausência mais sentida, naturalmente, é a de Neymar. O camisa 10 ainda se recupera de uma lesão na panturrilha sofrida em 17 de maio, quando atuava pelo Santos contra o Coritiba. O clube paulista informou inicialmente que se tratava de um edema. Ao se apresentar à Seleção, em 27 de maio, os exames apontaram uma lesão de grau dois. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu mantê-lo no grupo, e o jogador segue em tratamento.

Ancelotti afirmou, na sexta-feira, que espera a volta de Neymar aos treinos com o grupo na próxima semana. “Neymar está trabalhando muito forte para se recuperar o mais rápido possível. A expectativa é que ele se recupere e se integre ao grupo na próxima semana. Quando convocamos o Neymar, nós o convocamos não só pela sua qualidade técnica, que é indiscutível. Mas também por sua experiência e pelo exemplo que ele pode representar para os jovens que temos nesse grupo”, declarou o treinador.

A fala de Ancelotti vai ao ponto. Neymar é o maior jogador brasileiro de sua geração e continua sendo uma referência mundial. A campanha contra ele no Brasil, promovida há anos pela imprensa burguesa, não muda esse fato. Fora do País, qualquer adversário sabe o tamanho do problema que é enfrentar Neymar. Dentro do Brasil, os inimigos da Seleção tentam convencer o povo de que seu maior craque é um estorvo.

A estreia, no entanto, não permite lamentações. Sem Neymar, o Brasil ainda tem material humano de sobra para disputar a Copa. Vinícius Júnior é um dos jogadores mais decisivos do futebol mundial. Raphinha chega em grande momento. Matheus Cunha volta à equipe titular com a missão de dar mobilidade ao ataque. No banco, Ancelotti ainda conta com Endrick, Luiz Henrique, Rodrygo, Martinelli e outras alternativas capazes de mudar uma partida.

O amistoso contra o Egito, no sábado passado (6), serviu como último teste. O Brasil venceu por 2 a 1, em Cleveland, com gols de Bruno Guimarães e Endrick. A partida não foi brilhante, mas amistoso é amistoso. A Seleção fez o essencial: venceu, observou opções, preservou jogadores e chegou à Copa sem abalar sua confiança.

O jogo também mostrou problemas. A lesão de Wesley foi a pior notícia, pois tirou da equipe o único lateral-direito de características mais ofensivas. Com o corte do jogador, Danilo deve assumir a titularidade. É um jogador experiente e seguro, mas com características defensivas, inclusive por atuar nos últimos anos também como zagueiro. Na esquerda, Alex Sandro deve começar no lugar de Douglas Santos.

A defesa brasileira precisa entrar concentrada. Contra o Egito, um erro entre Casemiro e Marquinhos terminou no gol adversário. Falhas desse tipo não podem acontecer em Copa do Mundo. O torneio costuma punir com severidade qualquer desatenção, ainda mais em uma estreia contra um adversário qualificado.

No meio-campo, Bruno Guimarães foi o melhor jogador do Brasil no primeiro tempo do amistoso. Fez o gol ao pressionar a saída de bola egípcia e mostrou qualidade para organizar a equipe. Paquetá começou bem, caiu um pouco, mas continua sendo peça importante para dar criatividade ao setor. Casemiro, por sua vez, precisa apresentar mais segurança. Sua experiência será decisiva, mas a Seleção não pode depender apenas do passado de seus veteranos.

No ataque, o Brasil tem sua maior força. Vinícius Júnior buscou o jogo, sofreu um pênalti não marcado e incomodou a defesa adversária. Raphinha participou bem, especialmente no lance do segundo gol, quando fez bela jogada pela direita e serviu Endrick. O jovem atacante mostrou, mais uma vez, que tem estrela. Em Copa do Mundo, esse tipo de jogador costuma ser decisivo.

O Marrocos, por sua vez, está longe de ser um adversário simples. A seleção africana terminou a Copa de 2022 em quarto lugar, depois de uma campanha histórica no Catar. Foi a primeira equipe africana a chegar à semifinal de uma Copa do Mundo e chega a 2026 com a ambição de repetir uma grande campanha.

A equipe marroquina atravessa uma sequência de 29 jogos sem perder. Seu principal nome é Achraf Hakimi, lateral do Paris Saint-Germain, um dos melhores jogadores do mundo na posição. O time também tem atletas em grandes campeonatos europeus e chega organizado sob o comando de Mohamed Ouahbi.

O Marrocos teve duas baixas por lesão nos amistosos da Data Fifa de junho. O zagueiro Nayef Aguerd e o ponta Abde Ezzalzouli foram cortados da convocação. Em seus lugares entraram Marwane Saâdane e Amine Sbaï.

A provável escalação marroquina tem Yassine Bounou; Achraf Hakimi, Issa Diop, Chadi Riad e Noussair Mazraoui; Neil El Aynaoui, Ayyoub Bouaddi e Azzedine Ounahi; Brahim Díaz, Chemsdine Talbi e Ismael Saibari.

A partida será, portanto, um teste importante logo na abertura. Uma vitória brasileira encaminha a classificação e dá tranquilidade para a disputa da liderança do grupo. Mais do que isso, ajuda a criar o ambiente necessário para uma campanha vitoriosa.

O Brasil tem a obrigação de entrar em campo com personalidade. Não pode se comportar como uma seleção qualquer, com medo do adversário e presa a modelos estrangeiros. A força brasileira está no ataque, na habilidade de seus jogadores, na capacidade de improvisar e resolver jogadas que não aparecem em nenhuma prancheta.

Essa é a razão pela qual o mundo inteiro acompanha a Seleção Brasileira de maneira especial. O Brasil é um país atrasado, explorado pelo imperialismo, mas que superou as grandes potências no esporte mais popular do planeta. O futebol brasileiro é uma vitória cultural dos povos pobres contra os países ricos. É o menino jogando na rua, no campinho de terra, com bola improvisada, transformando miséria em arte.

Foi assim em 1958, em 1962, em 1970, em 1994 e em 2002. Em 1970, no México, a Seleção de Pelé, Jairzinho, Tostão, Gérson e Rivellino encantou o povo mexicano e o mundo. Em 2002, Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho, Cafu e Roberto Carlos devolveram ao Brasil o posto de melhor seleção do planeta. Agora, em 2026, a tarefa é conquistar a sexta estrela.

Apoiar a Seleção Brasileira é defender um patrimônio popular. É recusar a campanha daqueles que querem transformar o povo brasileiro em torcedor envergonhado do próprio país. É compreender que a camisa amarela pertence ao povo, não à direita, não aos golpistas, não aos inimigos do Brasil. A Seleção é do povo trabalhador.

Por isso, o Partido da Causa Operária (PCO) realizará uma atividade especial para acompanhar a estreia do Brasil. Neste sábado (13), às 19h, militantes, simpatizantes e torcedores se reunirão no Centro Cultural Benjamin Péret (CCBP), em São Paulo, para assistir a Brasil x Marrocos.

A atividade terá open bar de chope pelo valor de R$50,00. O Jacobinos Café & Bistrô também funcionará durante a transmissão. A proposta é reunir a torcida em clima de confraternização, com militantes, trabalhadores, estudantes e todos aqueles que querem acompanhar a campanha brasileira rumo ao título.

Durante a Copa do Mundo, o CCBP deve organizar novas transmissões dos jogos da Seleção. Afinal, a Copa é uma festa popular, e a esquerda não deve entregar essa festa à direita nem à imprensa burguesa. Deve disputar a camisa, a bandeira, o hino e a Seleção, porque tudo isso pertence ao povo brasileiro.

Neste sábado, começa a caminhada. O Brasil entra em campo contra um adversário difícil, sem Neymar na estreia, com problemas a resolver e com a pressão natural de quem carrega cinco títulos nas costas. Mas entra também com Vinícius Júnior, Raphinha, Paquetá, Bruno Guimarães, Endrick, Alisson e um elenco capaz de enfrentar qualquer seleção do mundo.

Agora é Copa. Agora é Brasil. Vamos para cima em busca da sexta estrela.

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