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O que é a indústria holocausto? Aprenda na próxima quarta-feira

Entrevista realizada pelo Diário Causa Operária será exibida na Causa Operária TV em horário a ser divulgado

Na próxima quarta-feira (17), a Causa Operária TV exibirá uma entrevista exclusiva realizada pelo Diário Causa Operária com o acadêmico norte-americano Norman Finkelstein. Reconhecido internacionalmente como uma das vozes mais firmes na denúncia dos crimes do Estado de “Israel” e contra a manipulação ideológica da memória histórica, Finkelstein abordará os conceitos centrais de sua obra mais célebre e analisará a grave situação na Palestina, com horário de transmissão a ser divulgado em breve.

Nascido no Brooklyn em 1953, Norman Gary Finkelstein possui uma autoridade moral e intelectual incontestável sobre o assunto por ser filho de sobreviventes do Holocausto nazista. Sua mãe resistiu ao Gueto de Varsóvia e ao campo de concentração de Majdanek, enquanto seu pai sobreviveu aos horrores de Auschwitz. Longe de negar o extermínio dos judeus, fato que defende com rigor metodológico, Finkelstein direcionou sua carreira acadêmica, incluindo seu doutorado na Universidade de Princeton, para combater justamente a falsificação histórica usada para justificar crimes coloniais.

O cerne do debate proposto na entrevista gira em torno de seu livro mais polêmico, publicado originalmente no ano 2000 com o título A Indústria do Holocausto. Na obra, o cientista político faz uma distinção crucial entre o acontecimento histórico real, que foi o assassinato em massa de judeus, comunistas e outras minorias pelos nazistas, e o que ele chama de “O Holocausto” como representação ideológica. Segundo o autor, essa engrenagem ganhou força especialmente após a guerra de 1967, transformando o regime sionista em um ativo estratégico dos Estados Unidos no Oriente Médio e usando o sofrimento do passado como uma blindagem contra críticas no presente.

A tese do livro demonstra que essa ideologia se apoia no dogma de que o Holocausto é um evento único e incomparável na história, além de sugerir um antissemitismo eterno. Finkelstein argumenta que tais premissas servem para apresentar Israel como uma vítima permanente e, simultaneamente, justificar a opressão contra os palestinos. A obra detalha isso expondo como a memória do extermínio virou instrumento de propaganda na sociedade norte-americana, desmascarando fraudes literárias de supostos sobreviventes e criticando os acordos de reparações financeiras dos anos noventa, cujas verbas bilionárias acabaram nas mãos de instituições e dirigentes, e não das vítimas reais.

Dizer a verdade custou caro ao pesquisador, que passou a ser alvo de violentas campanhas de difamação e tentativas de silenciamento. Ele teve sua estabilidade docente negada na Universidade DePaul em 2007 e foi banido de entrar em “Israel” por dez anos em 2008. Recentemente, após denunciar o governo de Joe Biden por sustentar o genocídio em Gaza com armas e dinheiro, a perseguição se intensificou. Em fevereiro de 2026, uma tradicional palestra anual que ele ministraria em Princeton foi cancelada sob pretexto de novas políticas universitárias, somando-se a boicotes promovidos por partidos políticos na Alemanha.

Diante da atual crise humanitária e das tentativas de censura que ecoam inclusive no Brasil por meio do lobby sionista, a obra de Finkelstein, enriquecida por lançamentos recentes como Gaza’s Gravediggers, mostra-se mais necessária do que nunca.

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