Durante a realização do XII Congresso Nacional do Partido da Causa Operária (PCO), o integrante da direção partidária e pré-candidato ao governo de Minas Gerais, Henrique Áreas, apresentou um balanço das atividades da organização e definiu as linhas programáticas da legenda para o próximo período eleitoral. Em entrevista gravada nas dependências do evento, o dirigente ressaltou o crescimento do tamanho e da influência política da agremiação, além de reforçar que o PCO adotará uma plataforma eleitoral unificada em todo o país, recusando adaptações regionais em favor de um programa centrado nas reivindicações da classe operária e na denúncia de temas de relevância nacional e internacional.
Henrique Áreas avaliou positivamente o desenvolvimento do congresso, destacando que a atividade cumpriu o papel de aprofundar o debate sobre temas políticos nacionais e internacionais em Partido que já realiza discussões semanais frequentes com a militância. O diferencial do fórum, segundo o dirigente, residiu na mensuração prática da estrutura interna do partido e na elaboração de novas metas de expansão organizativa.
“O balanço de atividades, a discussão sobre o crescimento partidário, sobre a importância da imprensa partidária, das atividades que nós fazemos de recrutamento, atividades sociais, etc., que demonstram o aumento não só do tamanho do partido, mas também da influência do partido na situação política em geral”, afirmou Áreas ao analisar os principais pontos debatidos pelos delegados do Congresso.
O pré-candidato explicou que as resoluções aprovadas no encontro não se limitaram a registrar o panorama passado, mas serviram para projetar novas medidas organizativas destinadas a fortalecer e ampliar a inserção das teses da legenda no cenário político geral.
Ao ser questionado sobre as bases de sua plataforma política para a disputa do governo de Minas Gerais, Henrique Áreas enfatizou que o Partido atua sob uma estrutura programática rígida, centralizada e de escopo internacional, que descarta a formulação de propostas independentes por diretórios estaduais.
O dirigente foi categórico ao explicar a uniformidade das candidaturas da legenda.
“Primeira coisa, o PCO tem um programa unificado, um programa centralizado nacionalmente. Não existe PCO de Minas, PCO do Rio, PCO de São Paulo, etc. Existe um PCO só”, declarou.
Áreas complementou que a estratégia política está vinculada a um programa internacional focado na revolução operária e no estabelecimento de um governo dos trabalhadores, adaptando-se às necessidades específicas do povo brasileiro apenas sob essa ótica geral.
Para o próximo pleito em Minas Gerais e nas demais unidades federativas, Henrique Áreas afirmou que a tática eleitoral consistirá em apresentar o programa de luta para os trabalhadores do campo e da cidade, convocando a população à auto-organização e à apresentação de suas próprias reivindicações materiais.
Em termos políticos gerais, o pré-candidato apontou que a campanha do PCO dará centralidade a temas democráticos globais. De acordo com o dirigente, a defesa do povo palestino será um eixo central da propaganda partidária por estar diretamente conectada às garantias civis internas no Brasil.
Áreas concluiu a entrevista associando a política externa ao cenário de restrições legais no território nacional, afirmando que a questão internacional é também um problema da defesa da liberdade de expressão, uma vez que se tem impedido cada vez mais o ato de falar em defesa da Palestina, traçando um paralelo com o fato de que no Brasil há uma série de coisas sendo censuradas atualmente.





