O Hesbolá intensificou ataques contra posições “israelenses” no sul do Líbano, na quinta-feira (11), em meio a novos bombardeios de “Israel” contra áreas libanesas. Dois lançamentos foram identificados perto de tropas sionistas que operavam no sul do país, após sirenes soarem em várias localidades do norte de “Israel”. A frente libanesa segue como uma das áreas mais intensas da guerra regional aberta após a escalada contra o Irã.
As operações do Hesbolá ocorrem ao mesmo tempo em que ataques “israelenses” atingem regiões de Tiro, Nabatieh e Bint Jbeil. O avanço da guerra no sul do Líbano combina bombardeios aéreos, ataques de drones, artilharia e confrontos em torno de posições ocupadas por tropas “israelenses”.
Na madrugada de quinta-feira, o Exército de “Israel” afirmou que dois projéteis caíram perto de uma área onde suas tropas operavam no sul do Líbano. Antes disso, o Comando da Frente Interna havia emitido uma diretiva de precaução após detectar lançamentos do Líbano em direção a comunidades do norte de “Israel”, orientando moradores a buscar espaços protegidos.
O episódio ocorre poucos dias depois de “Israel” ordenar a evacuação forçada de nove vilarejos no sul libanês antes de novos ataques. Milhares de pessoas fugiram, incluindo famílias que estavam em Anqoun, localidade que abrigava ao menos 2.500 deslocados. Estradas em direção a Sidon ficaram congestionadas enquanto moradores buscavam abrigo.
Os ataques “israelenses” atingiram amplas áreas do sul do Líbano, incluindo Anqoun, Kfar Tebnit e a região de Nabatieh. Drones também atacaram veículos, enquanto artilharia e aviação atingiram localidades próximas ao Castelo de Beaufort, capturado por tropas “israelenses”. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu havia ordenado o aprofundamento da invasão no sul libanês após a tomada do castelo medieval.
O Hesbolá respondeu atacando tropas “israelenses” nas proximidades do castelo com salvas de foguetes. A organização rejeitou uma proposta de cessar-fogo mediada pelos EUA, considerando-a uma rendição, já que o acordo permitiria a continuidade de ataques aéreos “israelenses” enquanto exigiria restrições ao Hesbolá.
A posição transmitida por lideranças libanesas vinculadas às negociações é que o Hesbolá só aceitaria recuar para o sul do rio Litani se as forças “israelenses” também se retirassem do território libanês. O presidente do Parlamento do Líbano, Nabih Berri, criticou a ideia de “zonas-piloto” previstas na proposta de cessar-fogo, nas quais o Exército de “Israel” sairia de áreas específicas e o Exército libanês retornaria para impedir a presença do Hesbolá.
“Israel” ocupa mais de 608 quilômetros quadrados de território libanês. A continuidade da ocupação e dos bombardeios torna improvável qualquer cessar-fogo que dependa apenas de acordos entre governos, sem a adesão da principal força armada que combate no terreno. O Líbano permanece sob forte pressão militar e humanitária, enquanto a população civil é alvo constante das forças sionistas, também sofrendo de deslocamentos e destruição.
A ampliação das operações do Hesbolá mostra que a tentativa de impor um acordo sob bombardeio não reduziu a resistência no sul. Pelo contrário, a frente libanesa segue ativa, com ataques contra tropas e posições “israelenses” em resposta à invasão e aos bombardeios. A guerra no Líbano permanece ligada ao conflito regional mais amplo, no qual Irã, EUA e “Israel” travam uma agressão militar de consequências cada vez mais extensas contra a população de diversos países da região.



