Quem ainda se ilude supondo serem os Estados Unidos um país democrático e crê que, no planeta, o governo norte-americano está incumbido de defender e levar mundo afora a democracia, a essa altura do campeonato já deve, no mínimo, ter começado a acordar de sua inocência política e ilusão. E, se isso ainda não ocorreu, não se preocupe, porque vou buscá-lo para desencaminhar você desse sono pesado e profundo em que mergulhou e ajudá-lo a despertar, hoje, para a verdade existente por detrás da verdade em que você sempre acreditou.
Ouça: os Estados Unidos não são uma democracia e, sim, um Estado terrorista, que promove incursões e invasões militares espalhando, com a ditadura de Donald Trump, o pânico e o terror entre os povos.
Veja: pelo mundo afora, o governo norte-americano quer definir, à revelia da soberania popular de cada nação, quem deve governar esse ou aquele país.
Sinta: o cheiro de pólvora e de carne queimada. O odor fétido da morte, o cheiro de fuligem, pó e fumaça após os bombardeios que buscam impor, em território estrangeiro, o domínio do governo dos Estados Unidos.
O uso da força, a força militar para depor presidentes, como foi feito na Venezuela, ao invadir o país, destituir Nicolás Maduro e sequestrá-lo com destino a Washington para julgá-lo por crimes que não cometeu.
Ou ainda: os bombardeios sistemáticos dos Estados Unidos contra o Irã. Antes, a cooperação criminosa do governo Trump com Israel para o completo genocídio do povo palestino. Agora, o governo dos Estados Unidos também despeja bombas sobre o Líbano.
De uma hora para outra, as pessoas perdem suas casas, seus afazeres, seus laços com a comunidade escolar e sua vida social — isso quando não perdem suas vidas, atingidas pelas bombas do governo da Casa Branca.
Um presidente que decide matar pessoas, que consente que civis se convertam em alvos de militares e, pela força das armas, fabrica mortes de uma multidão de inocentes, não é outra coisa senão um ditador. E esse é, de fato, Donald Trump, o carrasco implacável que impõe aos povos do mundo um sofrimento sem precedentes na busca pelo controle unilateral de recursos como petróleo, minerais críticos e terras raras.
A ditadura de Donald Trump, que faz da guerra business (negócio); que concebe a destruição de vidas humanas e a ruína de cada cidade em oportunidade financeira; que faz do banho de sangue de civis a meta de eficiência e gestão empresarial… Enfim, a ditadura de Trump tem que acabar.
Aliás, a ditadura de Trump despiu a ideologia autoritária de sua antiga máscara de supostas boas intenções (em defesa da democracia, anticomunista ou pelo bem da humanidade) para apresentar a nova face autoritária sob um outro disfarce: o do suposto combate ao crime organizado, e, assim, novamente, ocultar suas reais intenções: as de adquirir, por meio de “acordos” (forçados) ou saques, as riquezas naturais do planeta.
O pragmatismo político de Trump é uma praga que devora a humanidade em guerras ininterruptas.
Ele alastra o conflito. Trump planeja incursões militares — leia-se: invasões de mais países — para impor o seu terrorismo transnacional em nome do suposto combate a organizações terroristas internacionais.
Em nome do mito do combate ao crime organizado, Trump organiza o crime de combater a soberania dos povos do mundo inteiro.
Os Estados Unidos, por isso, praticam o terrorismo de Estado e fazem do Estado uma máquina de guerra para beber o petróleo, comer terras raras e nutrir-se de minerais críticos, objetivando, assim, enquanto Estado, a saúde financeira do seu corpo político.
Os Estados Unidos, personificados na figura de Donald Trump, sem piedade geram uma guerra depois da outra, ainda que o custo de toda essa violência e domínio seja o sacrifício de civis inocentes, entre eles mulheres e crianças.
Afinal, o imperialismo norte-americano não se preocupa com vidas, mas mira o lucro, busca aumentar receitas, ampliar o saldo positivo das finanças e só.
Nesse sentido, a atuação de Flávio Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos é uma declaração de guerra contra o Brasil e contra o mundo.
Contra o mundo, porque apoia a violência dos Estados Unidos contra os demais países. E contra o Brasil, porque Flávio Bolsonaro, ao fazer guerra contra o povo brasileiro por meio da articulação da sabotagem econômica junto ao governo Trump, comete a maior de todas as violências: o crime de traição à pátria, e deve ser responsabilizado por mais essa audácia autoritária.
A conduta de traição à pátria de Flávio Bolsonaro, por um lado, se cristaliza na sabotagem econômica ao instigar o governo Trump a impor, pela segunda vez, uma taxação injusta aos produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos.
Por outro lado, a conduta de traição à pátria de Flávio Bolsonaro se concretiza ao pedir que o governo norte-americano tipifique organizações criminosas brasileiras como organizações terroristas estrangeiras. Busca, com isso, Flávio Bolsonaro viabilizar futuras interventions armadas da Casa Branca em território brasileiro, ameaçando nossa soberania sob o pretexto do combate às facções criminosas consideradas grupos terroristas de atuação planetária e que colocam em risco a segurança nacional norte-americana.
Com isso, no campo econômico, a conspiração de Flávio Bolsonaro contra o Brasil visa, em um primeiro momento, causar severas dificuldades financeiras ao país para, em seguida, gerar instabilidade de receitas até colapsar-lhe a economia, tornando-o ingovernável nessa ou em outra gestão de Lula.
No campo político, a sabotagem de Flávio Bolsonaro ao pedir a Trump a tipificação de organizações criminosas brasileiras em grupos terroristas estrangeiros tem como propósito já deixar armado o dispositivo de uma intervenção militar norte-americana para, a pretexto do combate a terroristas, impedir um novo mandato de Lula, sob a possível alegação de que um resultado favorável lhe teria sido assegurado pela interferência de grupos terroristas.
Dessa forma, a atuação de Flávio Bolsonaro, tanto no campo econômico quanto no campo da Segurança Pública — que se desdobra, portanto, no campo político —, configura nitidamente uma conduta de traição à pátria e reedita, de forma ainda mais perversa, toda a atuação da extrema-direita brasileira e, particularmente, da família Bolsonaro, que declarou uma guerra contra o Brasil desde quando atentou contra o Estado Democrático de Direito e a ordem democrática vigente.
E, justamente por isso, a conduta criminosa de traição à pátria de Flávio Bolsonaro e companhia deve cessar, e imediatamente.
A Justiça brasileira, diante das declarações públicas e da atuação concreta tanto de Flávio Bolsonaro quanto de Eduardo Bolsonaro, deve ser mais célere e responsabilizá-los com urgência, porque não é razoável nem admissível que alguém dê aulas públicas de traição à pátria e à nação, e que esta deva assistir, constrangida e apreensiva, à continuidade dessas condutas repulsivas e infames.
A Justiça brasileira não deve se intimidar com o fato de que traidores da pátria busquem guarida debaixo da saia autoritária de ditadores como Donald Trump.
Ao contrário, o primeiro ato de soberania nacional consiste em convocar os traidores da pátria a prestar, na Justiça, os devidos esclarecimentos quanto à sua atuação nociva aos interesses e à soberania nacional.
Isso porque ser por demais condescendente com traidores da pátria, por eventual temor de retaliações externas, apenas ocasiona a frequência e a intensificação desses atos lesivos ao país, os quais, mais cedo ou mais tarde, podem trazer danos irreversíveis ao Brasil.
O Brasil não pode caminhar para o que aconteceu na Venezuela; o filme já é conhecido e não se deve admitir que tenha reprise em nosso país.
Daí porque as autoridades da Justiça brasileira devem fazer valer o poder de que estão investidas e impedir o avanço de figuras públicas, sobretudo de Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, que, deliberadamente, não respeitam o jogo democrático e, por isso, atuam dentro e fora do Brasil em prática de nítida traição à pátria.




