As forças de “Israel” bombardearam, na terça-feira (9), uma área residencial de Tiro, no sul do Líbano, assassinando ao menos nove civis libaneses e ferindo outras 28 pessoas. Equipes de defesa civil e ambulâncias continuaram as buscas entre os escombros após o ataque contra a cidade portuária.
Antes do bombardeio, “Israel” havia atacado a região e emitido uma ordem de evacuação forçada que incluía o antigo bairro cristão de Tiro, área até então poupada dos avisos de evacuação. Na segunda-feira (8), ao menos cinco pessoas foram assassinadas e oito ficaram feridas em um ataque perto de um centro da Cruz Vermelha na mesma cidade.
Quatro paramédicos estavam entre os feridos no ataque de segunda-feira, que também danificou um local reconhecido como Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). O Ministério da Cultura libanês já havia condenado os ataques repetidos de “Israel” contra marcos históricos e sítios culturais do país, incluindo a antiga cidade de Tiro.
No mesmo dia dos bombardeios, o Hesbolá informou ter realizado 16 operações contra forças israelenses, inclusive perto do Castelo de Beaufort. O movimento afirmou ter destruído dois tratores militares israelenses em Yohmor al-Shaqif, atacado concentrações de tropas e interceptado um VANT sobre Iqlim al-Tuffah.
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, afirmou que “Israel” realizou quase 3.500 ataques aéreos, 407 demolições e seis campanhas de arrasamento que destruíram vilas inteiras desde 16 de abril. Abrigos em Beirute, Sídon e outras regiões chegaram à capacidade máxima. O Ministério da Saúde do Líbano informa que o saldo da agressão israelense, desde 2 de março, subiu para 3.666 mortos e 11.321 feridos. Mais de um milhão de pessoas, cerca de um quinto da população libanesa, foram deslocadas.





