O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Rio Grande do Norte manteve edital de greve dos ônibus na Grande Natal na terça-feira (9), com paralisação prevista para quinta-feira (11). A categoria cobra o pagamento do reajuste do vale-alimentação e a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho, enquanto parte das empresas afirma que manterá as linhas em operação.
O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Rio Grande do Norte (Sintro-RN) publicou o edital de greve dos trabalhadores do transporte intermunicipal e metropolitano. Com o cumprimento do prazo legal, a paralisação deve começar nas primeiras horas de quinta-feira, afetando parte dos deslocamentos entre Natal e municípios próximos.
Os trabalhadores aprovaram o indicativo de greve em assembleia. A categoria afirma que o movimento foi motivado pelo descumprimento do pagamento do reajuste do vale-alimentação, previsto na negociação do biênio 2025/2026, e pela recusa do sindicato das empresas em assinar a Convenção Coletiva de Trabalho. O vale-alimentação subiu de R$ 500 para R$ 550 a partir de maio.
Nem todas as empresas devem parar. O vice-presidente do Sintro-RN, Arnaldo Dias, informou que parte das viações que atendem à Região Metropolitana de Natal garantiu o pagamento dos direitos cobrados. Cidade das Dunas, Via Sul, Santa Maria e Guanabara devem operar normalmente. Com isso, bairros como Nova Parnamirim e Eucalipto, em Parnamirim, além de Extremoz, Ceará-Mirim e trechos de São Gonçalo do Amarante, devem manter atendimento.
Nos locais onde não houve acordo, a paralisação deve suspender ou reduzir os serviços. O movimento pode atingir Parnamirim, Macaíba, São José de Mipibu, Nísia Floresta e parte de São Gonçalo. Também há previsão de impacto em linhas rodoviárias que interligam cidades do interior do estado, caso a folga forçada de motoristas e cobradores se amplie.
A Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (Fetronor), presidida por Eudo Laranjeiras, rebateu as justificativas da categoria. A entidade patronal afirma que o reajuste do vale-alimentação já vem sendo pago pela maior parte das viações e as demais regularizariam o saldo.
Segundo a Fetronor, a assinatura definitiva do acordo coletivo foi travada pela falta de recursos das empresas para arcar com novos custos sem apoio financeiro do poder público. Os argumentos da organização patronal se mostram bastante frágeis diante do fato de que parte das empresas cumpriu o acordo sem necessidade de greve, mostrando que as reivindicações já são muito brandas com os patrões.



