Moradores do bairro Novo Mundo sofreram um apagão na zona leste de Uberlândia, na terça-feira (2), por quase uma hora e meia no fim da tarde. A queda começou por volta das 16h55 e o fornecimento foi restabelecido por volta das 18h20, em meio a reclamações de que interrupções e oscilações já se tornaram rotina no bairro.
A população relata que a falta de energia ocorre com frequência semanal e, em alguns casos, por várias horas. Moradores também reclamam do chamado “vai e volta”, quando a energia cai e retorna muitas vezes em sequência. Esse tipo de oscilação preocupa porque pode queimar eletrodomésticos, danificar equipamentos eletrônicos, prejudicar alimentos perecíveis e impedir o funcionamento de portões automáticos.
Um morador do bairro ouvido pela TV Paranaíba, Neyto da Costa, afirmou que o problema atinge o Novo Mundo de maneira parcial. Em determinadas quedas, uma parte do bairro fica às escuras enquanto outra segue com energia. Ele vive na região há seis anos e relata que, embora não tenha perdido aparelhos, os apagões sempre afetam a rotina. A falta de energia, para quem depende de portão eletrônico, geladeira, computador ou atendimento por telefone, não é apenas incômodo: paralisa parte da vida doméstica e do trabalho.
Os relatos enviados à TV Paranaíba indicam que a comunidade já trata as oscilações como algo esperado. O problema deixa de ser episódio isolado e passa a ser sinal de falha persistente no serviço público concedido. A falta de resposta efetiva amplia a indignação, porque o consumidor paga regularmente e, quando precisa de solução, recebe apenas aviso automático.
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) informou que fará análise detalhada do circuito que atende à região, verificando o histórico de interrupções no bairro e avaliando causas e possíveis soluções. A resposta reconhece a falha, mas não apresenta nada de concreto para resolvê-la, pois não apresentou nenhum prazo ou plano estabelecido.
Essa situação no Novo Mundo mostra como a precariedade do fornecimento de energia atinge diretamente a vida da população trabalhadora. Um apagão de quase uma hora e meia já causa transtorno. Quando esse apagão se repete semanalmente ou vem acompanhado de quedas sucessivas, o problema deixa de ser acidente e passa a exigir intervenção imediata. Os moradores cobram estabilidade, atendimento humano e solução definitiva, não apenas a promessa de uma análise futura.




