Professores da Universidade de São Paulo (USP) decidiram manter a greve e pedir uma reunião com a reitoria em assembleia realizada na segunda-feira (1º). A categoria fará uma nova avaliação na quarta-feira (3). Os estudantes também convocaram assembleia para esta terça-feira (2), às 18h30, após mais de 40 dias de paralisação. A mobilização denuncia larvas na comida dos bandejões, mofo e rachaduras na moradia estudantil e auxílio-permanência insuficiente.
A greve na maior universidade da América Latina começou a partir de reivindicações dos estudantes. Nos restaurantes universitários, eles relataram larvas na comida. Nas moradias, denunciaram mofo, rachaduras e más condições nos prédios. No caso da permanência estudantil, o valor do auxílio foi apontado como insuficiente para pagar aluguel, alimentação e despesas básicas. A paralisação envolve, portanto, as condições mínimas para comer, morar e permanecer estudando.
Os estudantes estão em greve há mais de 40 dias, com debates, palestras, festivais culturais, atos e ocupações pacíficas. A mobilização busca pressionar a reitoria e o governo paulista a responderem às reivindicações de permanência estudantil. A principal exigência é garantir que a universidade pública não seja reservada a quem já tem condições de se manter, mas aberta de fato aos estudantes da classe trabalhadora.
A assembleia dos professores reforçou a greve ao aprovar a manutenção da paralisação. A categoria também pediu uma reunião do comando de greve com a reitoria na quarta-feira (3). Após a reunião, os docentes devem realizar nova assembleia para avaliar os próximos passos. A entrada organizada dos professores aumenta o peso da paralisação, iniciada com forte participação estudantil.
A resposta da reitoria e do governo estadual foi denunciada pelos grevistas. Estudantes afirmam que a Polícia Militar foi chamada para atuar contra mobilizações, com agressões e formação de corredor policial. Uma das denúncias envolve um estudante que teve o braço quebrado.


