O vice-secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Bagheri Kani, afirmou, em Moscou, na quarta-feira (27), que Irã e Omã negociam um novo conjunto de regras para o trânsito marítimo pelo Estreito de Ormuz. Ele falou à imprensa durante o 14º Fórum Internacional de Segurança. Segundo Bagheri, as regras de passagem pelo estreito não seguirão os arranjos anteriores à guerra dos Estados Unidos e de “Israel” contra o Irã.
Bagheri disse que Irã e Omã, como Estados costeiros vizinhos, negociam conjuntamente um novo mecanismo para a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz. Ele afirmou que as condições e os procedimentos de trânsito serão completamente diferentes dos que existiam antes do conflito iniciado em 28 de fevereiro.
Questionado sobre eventual acordo com os Estados Unidos (EUA) para a reabertura do Estreito de Ormuz, Bagheri respondeu que, enquanto não houver acordo sobre todos os pontos, o Irã entende que não há acordo sobre nada. Ele confirmou a continuidade de contatos indiretos entre Irã e EUA, mas acrescentou que os estoques iranianos de urânio enriquecido não estão nas negociações.
O Estreito de Ormuz é uma das passagens marítimas mais estratégicas do planeta. Liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico, sendo rota de parte expressiva do petróleo e do gás transportados no comércio mundial. A Press TV afirmou que pelo estreito passa cerca de um quinto do petróleo e do gás do mundo. Por isso, qualquer alteração nas regras de trânsito afeta diretamente os preços internacionais de energia.
A posição iraniana reforça que a segurança do estreito não será definida por potências de fora da região. Bagheri sustentou que Irã e Omã, por serem os dois Estados costeiros responsáveis pela navegação no ponto estreito, devem coordenar qualquer arranjo duradouro.





