O Irã executou, na terça-feira (26), Gholamreza Jani Xequerabe, identificado pelas autoridades iranianas como chefe operacional do Mossad no exterior. Ele havia sido condenado por espionagem, cooperação com o serviço de inteligência sionista, sabotagem e ações contra a segurança nacional. A sentença de morte foi confirmada pelo Tribunal Supremo antes da execução.
Segundo o Poder Judiciário iraniano, Xequerabe foi identificado e detido depois de operações de inteligência e segurança. As autoridades afirmaram que ele tentava recrutar pessoas dentro do Irã para missões do Mossad.
O comunicado descreveu o condenado como um dos responsáveis por recrutar e empregar indivíduos dentro do território iraniano, apresentá-los ao serviço de espionagem sionista e repassar tarefas a essas pessoas. O informe também afirmou que ele tinha antecedentes de violência e era considerado perigoso em uma das províncias do país.
De acordo com a Justiça iraniana, o recrutamento ocorria em etapas. Primeiro, Xequerabe buscava pessoas dentro do Irã. Depois, esses indivíduos eram encaminhados para aprovação por agentes do Mossad. Em seguida, recebiam missões em nome do serviço de espionagem de “Israel”. O objetivo era formar uma rede interna para realizar ações de sabotagem e provocar insegurança no país.
As acusações listadas pelas autoridades incluem ataques com ácido contra carros de pessoas apontadas como alvo, incêndio e dano a patrimônio público, operações de sabotagem, preparação e envio de bombas para Teerã e remessa de fotografias de locais específicos solicitados por agentes do Mossad. O informe afirmou que essas ações estavam diretamente vinculadas às missões do serviço sionista.
Um dos pontos mais graves do caso, segundo a confissão do condenado citada pelas autoridades, foi uma missão para viajar a um país da região e preparar o assassinato de um rabino judeu. A operação, de acordo com a Justiça iraniana, seria uma ação de falsa bandeira para atribuir ao Irã atos de antissemitismo. A nota afirmou que o caso mostrava que “Israel” não hesita em sacrificar judeus para avançar seus objetivos políticos contra a República Islâmica.
O Judiciário iraniano também informou que as forças de inteligência atraíram Xequerabe ao país por meio de uma operação complexa, com táticas de engano, e efetuaram sua prisão. Segundo o informe, as etapas de recrutamento e treinamento ocorreram fora do Irã, e o condenado aceitou atuar para o Mossad sabendo que trabalhava para o serviço de espionagem sionista.
A execução ocorreu após o encerramento das etapas judiciais. O caso foi apresentado pelas autoridades iranianas como parte do combate a redes de espionagem e sabotagem ligadas a “Israel”. Durante a guerra de 12 dias entre a República Islâmica e “Israel”, em junho de 2025, mais de 700 pessoas ligadas ao Mossad foram presas em diferentes partes do território iraniano.





