O Hesbolá derrotou, na terça-feira (26), uma tentativa de avanço de forças sionistas em Zawtar al-Sharqiyah, no sul do Líbano. A operação da resistência utilizou foguetes, artilharia, VANTs FPV e combate direto contra veículos e soldados israelenses.
A ação ocorreu em meio a novos bombardeios contra o Líbano e a uma tentativa de avanço terrestre das forças de ocupação. A Al Mayadeen informou, por meio de seu correspondente, que eram falsas as informações sobre a entrada e o controle da cidade pelas tropas sionistas. Segundo a emissora libanesa, os combates continuavam na periferia de Zawtar al-Sharqiyah e ao longo do rio Litani.
De acordo com comunicados da Resistência Islâmica no Líbano, o primeiro confronto ocorreu ao amanhecer, quando combatentes repeliram uma coluna militar israelense que tentava avançar na região. Às 6h45, um veículo militar leve foi atingido perto do Litani por um VANT Ababil FPV e pegou fogo. Às 7 horas, um agrupamento de veículos e soldados israelenses foi atacado com artilharia perto de Zawtar al-Sharqiyah.
A resistência informou ainda que, às 8h45, um carro de combate Merkava foi destruído por um VANT Ababil FPV. Às 9h45, outro grupo de veículos e militares foi atingido por salvas de foguetes na mesma área. Às 10 horas, uma escavadeira militar D9 foi atacada com um Ababil FPV nas proximidades do rio. Outro comunicado relatou o ataque a um veículo de comunicações das forças de ocupação.
Os combates também ocorreram ao redor de pontos estratégicos do leito e do curso do rio Litani, do reservatório de água da cidade e da região de Yohmor al-Shaqif. A resistência afirmou que as operações foram realizadas em defesa do Líbano e de seu povo e em resposta às violações do cessar-fogo por “Israel”.
A tentativa de avanço ocorreu em um dia de grande escalada militar. A agência Reuters informou que “Israel” lançou mais de 120 ataques aéreos contra o Líbano, uma das maiores ondas recentes de bombardeio. As agressões atingiram áreas do sul e do leste libaneses e causaram assassinatos, inclusive de mulheres e crianças, segundo fontes de segurança libanesas citadas pela agência.
O primeiro-ministro Benjamin Netaniahu havia anunciado a intensificação das invasões terrestres além da chamada linha amarela, definida unilateralmente pelas forças sionistas.
O Ministério da Saúde libanês contabilizava 3.213 mortos e 9.737 feridos desde 2 de março. A Organização Mundial da Saúde apontava ao menos 608 mortos no Líbano desde o cessar-fogo de 16 de abril. O próprio exército israelense reconheceu a morte de 10 soldados desde a trégua, seis deles por VANTs explosivos do Hesbolá – número que deve ser dezenas de vezes maior.





