Neymar Jr. foi convocado por Carlo Ancelotti para disputar a Copa do Mundo de 2026 pela Seleção Brasileira. O nome do camisa 10 do Santos apareceu na lista anunciada nesta segunda-feira (18), no Rio de Janeiro, encerrando uma das principais dúvidas em torno da convocação.
Neymar é, de longe, o maior jogador brasileiro de sua geração e o principal nome da Seleção nos últimos anos. Ainda assim, sua convocação vinha sendo tratada por parte da imprensa como uma espécie de julgamento moral, como se o futebol brasileiro pudesse simplesmente abrir mão de seu principal craque por causa de uma temporada marcada por lesões, administração de carga física e dificuldades no Santos.
A última partida antes da convocação, porém, esteve longe de ser tranquila. No domingo (17), o Santos perdeu por 3 a 0 para o Coritiba, na Neo Química Arena, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. Breno Lopes marcou duas vezes, e Josué completou o placar em cobrança de pênalti. O resultado deixou o Santos em situação delicada na tabela, próximo da zona de rebaixamento.
O jogo, que já tinha grande expectativa por ser a última apresentação de Neymar antes da lista de Ancelotti, terminou marcado por uma confusão absurda da arbitragem. O jogador sentiu a panturrilha direita no segundo tempo e chegou a receber atendimento. Segundo o próprio Neymar, ele havia pedido para sair por precaução, mas depois avisou que poderia continuar, já que Escobar também sentiu problema físico.
Foi então que o quarto árbitro levantou a placa indicando a saída de Neymar, camisa 10, para a entrada de Robinho Jr. De acordo com o Santos, com César Sampaio e com o próprio jogador, a substituição correta era a saída de Escobar, camisa 31. Neymar tentou voltar ao gramado, mostrou a papeleta da alteração e protestou contra o erro, mas acabou impedido de retornar e ainda recebeu cartão amarelo.
Depois da partida, Neymar classificou o episódio como “uma vergonha” e afirmou que o erro prejudicou diretamente o Santos. A arbitragem, por sua vez, apresentou outra versão na súmula, alegando que teria recebido confirmação verbal para a saída do camisa 10.
Neymar vinha de recuperação de cirurgia no menisco, retornou aos gramados em fevereiro e foi preservado em algumas partidas por controle físico. Mesmo assim, chegou à convocação com seis gols e quatro assistências em 15 jogos na temporada, números que mostram sua importância para a Seleção.
Ao convocá-lo, Ancelotti reconhece uma realidade simples: uma Seleção Brasileira que pretende disputar a Copa do Mundo não pode tratar Neymar como jogador comum. Sua condição física precisa ser acompanhada, mas sua qualidade técnica continua sendo um fator decisivo para o futebol brasileiro.





