O Juventude eliminou o São Paulo da Copa do Brasil, no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, na quarta-feira (13), ao vencer por 3 a 1 no jogo de volta da 5ª fase. A equipe gaúcha reverteu a vantagem são-paulina construída no Morumbis, onde o São Paulo havia vencido por 1 a 0, e garantiu a classificação com gol decisivo de Mandaca nos acréscimos. A derrota provocou a demissão do técnico Roger Machado logo após a queda.
O São Paulo entrou em campo com vantagem, mas foi dominado por um Juventude mais agressivo desde o início. A primeira etapa já indicava dificuldade tricolor para controlar a partida. Raí Silva arriscou chute forte aos 19 minutos, obrigando Rafael a fazer defesa. Pouco depois, Alan Kardec criou jogada pela direita e Marcos Paulo tentou finalizar de letra. O Juventude ainda aproveitou erro na saída são-paulina, e Gabriel Pinheiro quase abriu o placar em chute que passou perto da trave.
A situação do São Paulo piorou aos 36 minutos do primeiro tempo, quando Luciano sentiu lesão muscular na coxa direita e deixou o gramado. Ferreira entrou em seu lugar, mas permaneceu apenas 34 segundos em campo: ao tentar pressionar a marcação, atingiu Rodrigo Sam com o braço na nuca e recebeu cartão vermelho direto. Com um jogador a mais durante todo o segundo tempo, o Juventude aumentou a pressão e empurrou o São Paulo para perto da própria área.
O primeiro gol saiu aos 19 minutos da etapa final, quando Gabriel Pinheiro venceu a marcação pelo alto e cabeceou no canto. Sete minutos depois, Raí Soares cobrou falta na segunda trave, Marcos Paulo subiu sobre Enzo Díaz e marcou o segundo, deixando o Juventude à frente no agregado. O São Paulo reagiu aos 38 minutos: Bobadilla cruzou, Tapia apareceu livre na segunda trave e cabeceou para fazer 2 a 1, resultado que naquele momento levaria a decisão para os pênaltis.
A reação tricolor, porém, durou pouco. Nos acréscimos, Fábio Lima cruzou, Mandaca cabeceou, Rafael espalmou e o próprio Mandaca aproveitou o rebote para completar de cabeça para o gol vazio. O 3 a 1 confirmou a virada do confronto e expôs de novo a fragilidade são-paulina em mata-matas. A eliminação foi agravada por dois pontos simbólicos: a expulsão quase imediata de Ferreira e a incapacidade de defender a vantagem construída no primeiro jogo. Para o Juventude, a vitória significou classificação e afirmação diante de um adversário de maior orçamento; para o São Paulo, foi mais uma queda com cobrança imediata sobre elenco e comissão técnica.





