Famílias ocuparam a Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas) em Aracaju, em Sergipe, na terça-feira (5), para reivindicar moradia. A mobilização cobrou resposta do poder público para pessoas sem casa ou sem solução habitacional adequada. O ato colocou a falta de moradia no centro da cobrança direta à prefeitura e mostrou a disposição dos moradores de levar a reivindicação para dentro do prédio público.
A entrada das famílias na secretaria municipal foi uma forma de pressionar o governo local por atendimento concreto. A ocupação teve como objetivo reivindicar moradia. As famílias foram ao órgão municipal para cobrar solução habitacional. Em uma cidade onde parte da população vive sob aluguel pesado, moradias improvisadas ou risco de despejo, a ocupação de um prédio público se torna instrumento de denúncia.
O ato expõe a distância entre a necessidade social e a resposta do governo. A moradia é uma reivindicação básica, ligada à sobrevivência. Sem casa, uma família perde estabilidade, acesso regular a serviços públicos, proteção contra chuva e calor, endereço para receber correspondência, condições adequadas para crianças estudarem e possibilidade de reorganizar a vida. Ao ocupar a secretaria, os moradores buscaram obrigar a administração municipal a ouvir uma demanda que costuma ser empurrada para cadastros, filas e promessas sem prazo.





