Oscar Daniel Bezerra Schmidt, o Mão Santa, morreu na sexta-feira (17), aos 68 anos, em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, após sofrer uma parada cardiorrespiratória. O ex-atleta foi encaminhado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, onde não resistiu. Schmidt é o segundo maior pontuador da história do basquete mundial, com 49.737 pontos ao longo da carreira, e o maior cestinha de todos os tempos nos Jogos Olímpicos, tendo disputado cinco edições consecutivas pelo Brasil.
Natural de Natal, no Rio Grande do Norte, Oscar iniciou a carreira profissional em 1974, aos 16 anos, pelo Palmeiras. Ao longo de 29 anos como atleta — o mais longo período de carreira na história do basquete profissional —, defendeu times como Sírio, Caserta e Pavia, na Itália, Fórum Valladolid, na Espanha, e Flamengo, pelo qual se aposentou em 2003, aos 45 anos. Ao longo desse percurso, conquistou títulos estaduais, nacionais e sul-americanos, e foi cestinha do Campeonato Brasileiro por 10 vezes.
Nas Olimpíadas, Schmidt fez história. Foi o maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos, e registrou 55 pontos em uma única partida contra a Espanha, nos Jogos de Seul em 1988 — recorde que permanece até hoje. Sua carreira olímpica passou por Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992, Atlanta 1996 e Sydney 2000. Em 2013, foi incluído no Hall da Fama do basquete mundial, a maior honraria da modalidade no plano internacional.
Em 2013, Schmidt foi diagnosticado com um tumor cerebral maligno e submetido a cirurgia e tratamento de quimioterapia. Em 2022, anunciou que havia interrompido o tratamento após afirmar estar curado da doença. Neste mês de abril, havia sido homenageado pelo Comitê Olímpico do Brasil, mas não pôde comparecer à cerimônia por estar se recuperando de uma cirurgia recente. A família informou que a despedida ocorrerá de forma reservada, restrita aos familiares.
Nota divulgada pela família declarou que Schmidt “enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida”. Além dos recordes olímpicos, Schmidt recusou uma proposta da NBA nos anos 1980 para permanecer jogando no Brasil e pela seleção nacional. Ele também foi o responsável pela vitória brasileira histórica contra os Estados Unidos nos Jogos Pan-Americanos de 1987.





