Enquanto o Estado genocida de “Israel” comete atrocidades em Gaza e bombardeia indiscriminadamente o Líbano, a Folha de S. Paulo publica nesta quarta-feira (8), um artigo de Mariliz Pereira Jorge intitulado Antissemitismo gourmet: a volta das placas contra judeus.
A articulista inicia dizendo que “o Rio assistiu, no fim de semana, a um espetáculo de cinismo fantasiado de ativismo. Um bar da cidade afixou um cartaz com a declaração de que israelenses e americanos ‘não são bem-vindos’. Diante da óbvia acusação de antissemitismo e xenofobia, defensores da medida alegam que não há ‘proibição’ de entrada, apenas um ‘posicionamento político’. Como se a hostilidade declarada na porta fosse menos grave do que uma tranca na fechadura.”.
Os crimes continuados dos sionistas têm gerado revolta no mundo todo. As cenas que correm nas redes mostrando aldeias sendo devastadas, hospitais e universidades destruídos, inúmeros jornalistas assassinados, crianças sendo mortas ou mutiladas, têm feito aumentar o repúdio internacional ao sionismo de forma exponencial. Até mesmo em países como os Estados Unidos, tradicionalmente a favor de “Israel”, a opinião pública é majoritariamente contra, especialmente entre os jovens.
O mundo todo está se voltando contra os sionistas e no Brasil não poderia ser diferente.
Liberdade de expressão
Segundo Mariliz Pereira Jorge, “a distinção entre proibir e não dar boas-vindas é uma armadilha semântica perigosa. Ela higieniza o preconceito, transforma a exclusão em ‘direito de expressão’. Mas a história ensina que a barbárie raramente começa com decretos de proibição imediata. Primeiro torna o outro indesejado, sinaliza que aquele corpo, aquela origem ou aquela fé são elementos que contaminam o ambiente”.
É um protesto, e qualquer um tem que ter o direito de expressar suas opiniões. Não estava escrito em nenhum lugar “Proibida a entrada de cidadãos dos Estados Unidos e Israel”. Saber da presença de uma pessoa que apoia ou financia o genocídio em Gaza, para muitos “contamina” o ambiente, basta ver o que tem acontecido na Bahia, com soldados israelenses passando férias e até sendo hostis com brasileiros.
Curiosamente, palestinos são sistematicamente proibidos de entrar no Brasil. Quem está sendo discriminado? E não existe nenhuma placa nos aeroportos dizendo que palestinos não podem entrar. Pois a verdadeira discriminação não precisa de placas ou aviso escrito a giz.
Não é verdade que “o argumento de que se trata de um protesto contra as ações de governos de Israel ou dos Estados Unidos não resiste a dois minutos de honestidade intelectual.” Ou que “quando você mira no indivíduo pelo passaporte, não é debate sobre geopolítica, é segregação”. Segregação é o que vem acontecendo em Gaza e na Cisjordânia, onde os palestinos são proibidos de se movimentarem livremente e dento de suas próprias terras.
Acabaram de aprovar em “Israel” a pena de morte exclusivamente para palestinos. Se um colono cometer o mesmo crime que um palestino, a lei é escrita de tal modo que este não irá para a forca. Essa lei, erguida sobre o apartheid, tem causa espanto até na ONU, que historicamente apoia os crimes do Estado israelense.
Também não se trata apenas de “mirar no passaporte”, é comum que uma pessoa seja identificada por aquilo que fazem os governos de seus países. Isso já foi denunciado pelo rabino Yisroel Weiss, que veio ao Brasil e disse que os judeus estão sendo confundidos com os sionistas e por isso são hostilizados em toda parte.
De vola ao passado
Como sempre, os defensores do sionismo jogam a carta do Holocausto. A autora diz que “o extermínio e a perseguição de judeus pelo mundo nunca começaram com a solução final. O capítulo da morte é sempre precedido pela introdução do desprezo. Começa com o “não compre aqui”, passa pelo “não se sente nesta cadeira” e se consolida no “você não é bem-vindo”. É a criação de uma atmosfera onde o outro é desumanizado a conta-gotas, até que sua exclusão total pareça, para olhos anestesiados, um passo lógico e aceitável”.
Tudo isso é coisa do passado. Quem está sendo exterminado hoje? Quem está sofrendo pogroms e têm suas lojas depredadas, ou suas oliveiras e ovelhas exterminadas? Os palestinos. E é o governo israelense, apoiado pelos Estados Unidos, que vem cometendo toda sorte de crimes lesa-humanidade contra um povo ao qual está sendo negado o direito de existir.
Sionismo por toda parte
Em sua Análise Política das terças-feiras (assista), Rui Costa Pimenta, presidente nacional do PCO – Partido da Causa Operária, comentou que esse é mais um caso escandaloso de ação do sionismo no Brasil. A prefeitura do Rio de Janeiro multou um bar porque eles colocaram uma placa dizendo que cidadãos dos Estados Unidos e de Israel não seriam bem-vindos, o que é coisa totalmente ilegal.
Segundo frisou, não existe no estatuto de funcionamento das entidades comerciais do Rio de Janeiro nada que diga respeito a isso. Se, Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro – que deverá ser apoiado pelo PT –, acha que isso é um caso de racismo, ou coisa que o valha, teria que entrar em juízo, denunciar o caso de racismo para a polícia, e esta teria que abrir um inquérito para então o dono do bar ser processado pela Justiça.
Isso de multar um bar por um cartaz ali afixado é pura perseguição política e ilegal. A rapidez com que a prefeitura interveio mostra que Eduardo Paes é mais um sionista.
Pimenta destacou o absurdo do Partido dos Trabalhadores apoiar uma pessoa que defende os assassinos de crianças, tudo isso para se ganhar uma eleição. No final de seu comentário, conclui que “se para ganhar uma eleição é preciso vender a alma para o Diabo, é preciso se perguntar se vale a pena ganhar a eleição”.




