Estudantes realizaram um ato pró-Palestina na sexta-feira (3) na Universidade George Washington, em Washington, capital dos Estados Unidos. A mobilização ocorreu na Kogan Plaza como parte da chamada Semana de Libertação da Palestina, organizada pelo grupo Estudantes pela Justiça na Palestina (Students for Justice in Palestine, SJP). De acordo com a imprensa estudantil local, cerca de 50 pessoas participaram da manifestação, com bandeiras palestinas e palavras de ordem em defesa da Palestina e do Líbano.
O protesto começou por volta das 17h30, no entorno da praça, e depois se deslocou para a esquina de ruas próximas, nas proximidades de um restaurante da região. No local, os manifestantes estenderam uma grande bandeira palestina sobre a via.
O ato foi acompanhado por agentes do Departamento de Polícia da universidade e da Polícia Metropolitana de Washington, posicionados com carros e bicicletas nas imediações. Durante a mobilização, os portões do University Yard foram fechados, e viaturas ficaram distribuídas nos arredores da manifestação. Integrantes da administração universitária também acompanharam o protesto, entre eles dirigentes da área de segurança, comunicação e gestão emergencial da instituição.
Segundo representantes do SJP, a manifestação marcou o retorno de um protesto espontâneo em Kogan Plaza após um longo período de restrições. O grupo informou que havia sido suspenso duas vezes no último ano letivo, com punições que se estendem até a primavera de 2027, em razão de eventos sem aprovação formal da adminstração universitária e de acusações de conduta desordeira. Após essas medidas, a organização se desvinculou formalmente da universidade e passou a concentrar seus atos em calçadas e ruas públicas próximas ao campus.
Além da manifestação de sexta-feira, a programação da semana incluiu uma exibição de um documentário sobre a guerra em Gaza e uma atividade pública. Durante o ato, também houve falas de representantes de outras organizações. Todas as organizações reforçaram críticas à universidade e apoio à causa palestina.
A manifestação terminou por volta das 18h25. Antes da dispersão, os organizadores orientaram os participantes a deixarem o local em grupos e evitar contato com polícia e imprensa. O protesto ocorreu em meio à continuidade das tensões no campus em torno da guerra em Gaza e das campanhas estudantis para pressionar a administração da universidade.





