Estudantes da Universidade Estadual de Montana (MSU), nos Estados Unidos, interromperam um evento ligado ao Departamento de Defesa norte-americano no dia 13 de março. A ação foi realizada por integrantes do grupo Students Against Genocide (SAG), que invadiram o local com cartazes, bandeiras e megafones.
O protesto ocorreu durante um evento da Unidade de Inovação em Defesa de Montana (Defense Innovation Unit (DIU) OnRamp Hub Montana), iniciativa federal voltada à conexão entre universidades, empresas privadas e financiamento militar. O encontro foi realizado no prédio EngineWorks, parte do campus de inovação da universidade.
Durante a ação, os manifestantes denunciaram a participação da universidade em projetos ligados ao desenvolvimento de tecnologias militares, incluindo sistemas de vigilância e armamentos. Um dos organizadores do protesto, Julian Staggs, afirmou que a iniciativa estava relacionada ao apoio a operações militares envolvendo a Faixa de Gaza e o Irã.
Imagens divulgadas pelo grupo mostram os estudantes entrando no local e ocupando o espaço do evento. Staggs chegou a subir ao palco e discursar antes de ser retirado por um policial da universidade. Após a retirada, os manifestantes continuaram o protesto do lado de fora do prédio.
Segundo a administração da universidade, o evento era oficialmente vinculado à instituição, embora realizado fora do campus principal. A direção também afirmou que o código de conduta estudantil se aplica independentemente do local, desde que haja vínculo com a universidade.
Após o protesto, Staggs recebeu uma advertência disciplinar e foi colocado em regime de acompanhamento por conduta. Outros participantes não sofreram sanções formais.
O grupo SAG vem realizando campanhas para que a universidade rompa vínculos com projetos de pesquisa ligados ao setor militar. Os estudantes afirmam que a instituição participa da transferência de tecnologia para aplicações bélicas.
A ação dos estudantes ocorre em um contexto de mobilizações contra a política externa dos Estados Unidos, marcada por intervenções militares e apoio a conflitos no exterior. A interrupção do evento demonstra a existência de oposição ao imperialismo dentro das próprias universidades, pressionando diretamente a política militar dos EUA.





