Movimentos populares bloqueiam diversas estradas e prédios públicos em Recife nesta sexta-feira (27). Entre os locais ocupados está a Avenida Cruz Cabugá. O objetivo é denunciar a falta de moradia e a completa ausência de respostas do Estado à crise de habitação. Organizações como o Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM) realizaram bloqueios e ocuparam a sede da Caixa Econômica Federal.
A mobilização começou com a interdição da PE-22, em Paulista, onde famílias sem teto denunciaram o abandono por parte das autoridades. Em seguida, o protesto avançou para o centro de Recife, com o bloqueio da Avenida Cruz Cabugá, uma das principais vias da cidade.
Diante das portas fechadas da Caixa, os manifestantes decidiram ocupar o prédio. A ocupação denuncia o papel do Estado e de suas instituições financeiras como obstáculos à efetivação do direito básico à moradia.
Os movimentos reivindicam o fim da burocracia que paralisa projetos, mais recursos e agilidade na construção de moradias populares e de um modo geral que se dê prioridade ao programa Minha Casa Minha Vida no orçamento público.
A luta, que ocorreu simultaneamente em diversos estados, denuncia que a crise habitacional faz parte de uma política deliberada que desabriga milhões de trabalhadores. Diante disso, os movimentos reafirmam que apenas a mobilização direta poderá arrancar conquistas concretas.
O problema da moradia, inevitável pela própria natureza do capitalismo, é agravado pelo neoliberalismo e pela política de austeridade fiscal. Dessa forma, a luta pela moradia mostra-se necessária para a contenção da ofensiva do mercado imobiliário contra a habitação.





