Guerra no Oriente Próximo

Irã responde a Trump: guerra irá até a vitória final

CGRI também denunciou que os Estados Unidos têm utilizado alguns países vizinhos como intermediários para tentar negociar com o Irã, mas o país persa não respondeu

O Irã afirmou nesta segunda-feira (23) que não realizou nenhuma negociação com os Estados Unidos ao longo dos 24 dias da guerra em curso e declarou que a resposta militar contra os EUA e “Israel” continuará “até a conquista da vitória final”. A posição foi apresentada por diferentes autoridades iranianas ao longo do dia, enquanto o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) anunciava a 77ª onda da Operação Promessa Verdadeira 4 contra alvos norte-americanos e sionistas.

Em comunicado divulgado na noite de segunda-feira (segundo o fuso-horário local), o CGRI informou que a 77ª onda da operação atingiu objetivos no norte, centro e sul dos territórios palestinos ocupados com sistemas Kheibar Shekan de alta precisão e veículos aéreos não tripulados (VANTs) explosivos. Segundo a nota, também foram atacadas bases militares dos Estados Unidos na região, entre elas Ali al Salem, no Cauaite, al-Kharj, na Arábia Saudita, e al-Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos, com mísseis de combustível sólido Zolfaqar e VANTs de ataque.

O CGRI afirmou que a operação foi realizada com “sucesso total” e relacionou diretamente a continuidade dos ataques ao recuo demonstrado por Donald Trump. De acordo com o comunicado, o “comportamento contraditório” do presidente norte-americano não desviaria a República Islâmica de sua linha de represália, acrescentando que as operações psicológicas do imperialismo “já estão desgastadas”.

Ainda segundo o CGRI, o que provocou confusão e hesitação nos planos do inimigo foi a “resistência heroica” e a firmeza demonstrada pelo Irã. A Guarda Revolucionária declarou que essa resistência, combinada com a presença popular nas ruas em apoio ao regime e com a continuidade das operações militares, seguirá.

As declarações iranianas vieram após Trump anunciar que havia instruído o Departamento de Guerra a adiar por cinco dias eventuais ataques contra usinas e infraestruturas energéticas iranianas, condicionando a medida ao êxito de supostas reuniões e discussões em andamento:

“TENHO O PRAZER DE INFORMAR QUE OS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA, E O PAÍS DO IRÃO, TIVERAM, NOS ÚLTIMOS DOIS DIAS, CONVERSAS MUITO BOAS E PRODUTIVAS RELATIVAMENTE A UMA RESOLUÇÃO COMPLETA E TOTAL DAS NOSSAS HOSTILIDADES NO MÉDIO ORIENTE. COM BASE NO TEOR E NO TOM DESTAS CONVERSAS PROFUNDAS, DETALHADAS E CONSTRUTIVAS, AS QUAIS CONTINUARÃO AO LONGO DA SEMANA, INSTRUÍ O DEPARTAMENTO DE GUERRA A ADIAR TODO E QUALQUER ATAQUE MILITAR CONTRA AS CENTRAIS ELÉTRICAS E INFRAESTRUTURAS DE ENERGIA IRANIANAS POR UM PERÍODO DE CINCO DIAS, SUJEITO AO SUCESSO DAS REUNIÕES E DISCUSSÕES EM CURSO. OBRIGADO PELA VOSSA ATENÇÃO A ESTE ASSUNTO! PRESIDENTE DONALD J. TRUMP”

O CGRI também denunciou que os Estados Unidos têm utilizado alguns países vizinhos como intermediários para tentar negociar com o Irã, mas o país persa não respondeu.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Ismail Baghaei, rejeitou a alegação de que estariam ocorrendo conversas entre os dois países. Segundo ele, “nenhuma negociação com os EUA ocorreu” durante a guerra, e notícias em sentido contrário constituem informação falsa destinada a influenciar os mercados financeiro e petrolífero, além de desviar a atenção das dificuldades enfrentadas pelos Estados Unidos e por “Israel”.

Baghaei também afirmou que o Irã recebeu, por meio de países considerados amigos, mensagens relacionadas ao pedido norte-americano de negociações para encerrar a guerra. Segundo ele, a República Islâmica respondeu de acordo com suas posições de princípio e advertiu sobre as consequências severas de qualquer ataque contra a infraestrutura vital do país. De acordo com o porta-voz, as Forças Armadas iranianas dariam uma resposta “decisiva, imediata e efetiva” a qualquer ação desse tipo.

Na mesma linha, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, também negou qualquer conversa com os Estados Unidos. Ghalibaf acrescentou que o povo iraniano exige a punição completa dos agressores e que todas as autoridades permanecem ao lado do Líder e do povo até que esse objetivo seja alcançado.

Outra declaração no mesmo sentido foi atribuída ao brigadeiro-general Majid Mousavi, comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária. Segundo ele, os repetidos recuos do inimigo resultam do apoio popular dado nas ruas aos combatentes na linha de frente. Mousavi afirmou ainda que a continuação da batalha ocorrerá até a realização dos objetivos nacionais e patrióticos do Irã.

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