O grupo hacker Handala divulgou mapas detalhados e coordenadas da infraestrutura de água e eletricidade de “Israel”, juntamente com instalações fundamentais em toda a região, alertando que estas seriam alvos de retaliação por qualquer agressão à rede de energia do Irã.
A televisão estatal iraniana informou que o grupo publicou dados abrangentes sobre toda a infraestrutura crítica nos territórios palestinos ocupados. Em comunicado, o grupo Handala alertou:
“A partir de hoje, todas as informações e coordenadas precisas de infraestruturas vitais de água e eletricidade nas terras ocupadas foram totalmente registradas e armazenadas no banco de dados de alvos do Irã”.
O alerta surge após Trump emitir um ultimato em relação ao estratégico Estreito de Ormuz. Em uma publicação em sua conta na Truth Social, Trump disse:
“Se o Irã não ABRIR TOTALMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz dentro de 48 HORAS a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América atingirão e dizimarão suas diversas USINAS DE ENERGIA, COMEÇANDO PELA MAIOR PRIMEIRO! Obrigado pela atenção a este assunto. Presidente DONALD J. TRUMP.”
O porta-voz do Quartel-General Central Selo dos Profetas, Tenente-Coronel Ibrahim Zolfaghari, respondeu às recentes ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Zolfaghari esclareceu que o Estreito de Ormuz permanece fechado apenas para forças hostis e ações prejudiciais, estando, de outra forma, sob a gestão controlada e monitorada do Irã. O tráfego marítimo não hostil continua sob regulamentações rigorosas projetadas para garantir a segurança e os interesses do Irã.
No entanto, caso os Estados Unidos concretizem suas ameaças contra as instalações energéticas iranianas, o Irã delineou medidas punitivas imediatas:
- O Estreito de Ormuz será completamente fechado e permanecerá assim até que as instalações iranianas danificadas sejam totalmente reconstruídas;
- Todas as usinas de eletricidade, infraestrutura de energia e ativos de tecnologia da informação e comunicação (TIC) de “Israel” serão alvos de ataques extensivos;
- Qualquer empresa regional com participação acionária norte-americana enfrentará destruição total;
- Instalações elétricas em países que abrigam bases militares dos Estados Unidos serão consideradas alvos legítimos.
“Todos os preparativos estão prontos para a destruição completa dos interesses econômicos dos EUA na Ásia Ocidental. O Irã não iniciou a guerra e não a busca, mas qualquer dano infligido às nossas instalações de energia desencadeará medidas defensivas decisivas”, concluiu o porta-voz.
Enquanto isso, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou que os esforços para “apagar o Irã do mapa” refletem o desespero “contra a vontade de uma nação que faz história”. Em uma publicação no X, Pezeshkian afirmou que “ameaças e terror apenas fortalecem a unidade nacional”.
Ibrahim Rezaei, porta-voz do Comitê de Segurança Nacional e Política Externa do parlamento iraniano, alertou no X que a perda da eletricidade do Irã cortaria o fornecimento de água e energia para as bases dos Estados Unidos e de “Israel”.
A imprensa israelense, por seu turno, informou na noite de sábado (21) que vários locais em Dimona, no sul de “Israel”, foram atingidos por mísseis iranianos. Relatos confirmam que, além dos danos estruturais, um tanque de armazenamento de gás na área foi atingido.
A retaliação iraniana ocorre após o complexo de enriquecimento de Natanz, no centro do Irã, ter sido alvo de um novo ataque dos Estados Unidos e “Israel” na manhã do mesmo dia.




