A Arábia Saudita expulsou vários diplomatas iranianos, citando os ataques da República Islâmica do Irã contra seu território. A medida ocorre após 12 países árabes e muçulmanos, incluindo aqueles que abrigam bases dos Estados Unidos, condenarem a retaliação do Irã à agressão criminosa do imperialismo e do sionismo que começou em 28 de fevereiro.
No sábado (22), o Ministério das Relações Exteriores saudita condenou o que descreveu como “ataques flagrantes e repetidos de cada país visando a Arábia Saudita” e outros países do Golfo, acusando o Irã de violar o direito internacional e os “princípios de boa vizinhança”.
“A Arábia Saudita notificou formalmente o adido militar iraniano, o adido militar adjunto e três outros membros da equipe da embaixada para deixarem o reino dentro de 24 horas”, dizia o comunicado, conforme citado pelo Saudi Gazette.
“O reino tomará todas as medidas necessárias para proteger sua soberania, segurança, território, espaço aéreo, cidadãos, residentes e interesses nacionais, de acordo com o Artigo 51 da Carta da ONU”, disse o ministério, alertando para “consequências graves” para as relações diplomáticas entre os dois países.
O anúncio segue uma medida semelhante do Catar, que expulsou adidos militares e de segurança iranianos, juntamente com sua equipe, em resposta a um ataque a uma instalação de gás natural na Cidade Industrial de Ras Laffan, um dos centros de processamento e exportação de gás mais importantes do mundo.
O Irã visou Ras Laffan em resposta aos ataques aéreos israelenses no campo de gás Pars do Sul. O Irã também atacou repetidamente a Base Aérea Prince Sultan em Al Kharj, na Arábia Saudita, que abriga tropas norte-americanas.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que o Irã estava visando postos militares dos Estados Unidos na região em legítima defesa. Ele também afirmou que os Estados Unidos usaram o território dos Emirados Árabes Unidos durante o recente bombardeio da Ilha Kharg.
O Irã alertou que a retaliação continuará enquanto os países árabes permitirem que os Estados Unidos usem seus territórios para ataques contra a República Islâmica.


