O grupo Handala anunciou a publicação de um novo vazamento dirigido ao núcleo operacional da Força Aérea de “Israel”. De acordo com o material divulgado, foram expostos dados de 50 oficiais de alto escalão ligados à estrutura dos bombardeios, incluindo pilotos de F-16 e F-35, comandantes de veículos aéreos não tripulados (VANTs), técnicos de manutenção e funcionários envolvidos no planejamento de ataques. O episódio foi registrado em contas de monitoramento de vazamentos no dia 9 de março.
Segundo o anúncio, o conjunto de dados inclui nomes completos, números de identificação, funções, contatos, endereços e fotografias. Em termos políticos, a operação busca atingir justamente a camada de oficiais que garante a continuidade da guerra aérea de “Israel”, quebrando o anonimato que tradicionalmente protege pilotos e planejadores de ataques.
O Handala surgiu no fim de 2023 como um grupo hacker ró-Palestina. O nome remete a Handala, personagem-símbolo da causa palestina.
A principal característica do grupo, segundo empresas de inteligência, é a combinação entre intrusão, roubo de dados e divulgação calculada de material sensível. O Handala procura exercer uma pressão psicológica sobre os sionistas, explorando o impacto político e reputacional do vazamento mais do que a destruição técnica pura e simples. Isso ajuda a entender por que os alvos escolhidos costumam ter peso simbólico e militar: o objetivo é desgastar publicamente o inimigo e expor sua vulnerabilidade.
Em abril de 2024, o Handala afirmou ter comprometido sistemas de radar israelenses e enviado centenas de milhares de mensagens de texto; em janeiro de 2025, foi apontado como responsável por explorar os sistemas de emergência da Maagar-Tec, acionando sirenes em creches e instituições educacionais; e, em junho de 2025, reivindicou a invasão da conta da Autoridade de Antiguidades de “Israel” na rede X.
Nos meses mais recentes, o grupo também apareceu ligado a ofensivas contra figuras do alto escalão político israelense. Entre o fim de 2025 e o começo de 2026, o Handala reivindicou acessos relacionados a Naftali Bennett, Tzachi Braverman e Ayelet Shaked, além de ameaçar novos vazamentos supostamente ligados ao Mossad.





