Oriente Próximo

EUA perderam R$28 bilhões em dois dias de guerra

Dados publicados pela Reuters dizem respeito apenas aos gastos com munição

O governo dos EUA gastou cerca de US$5,6 bilhões (aproximadamente R$28 bilhões) em munições durante os primeiros dois dias de ataques contra o Irã, de acordo com um relatório fornecido a comitês do Congresso, informou uma fonte familiarizada com o assunto à Reuters na terça-feira.

Membros do Congresso dos Estados Unidos, que em breve poderão ser solicitados a aprovar financiamento adicional para a guerra, levantaram preocupações de que o conflito possa reduzir significativamente os estoques de armas dos EUA. Os legisladores alertaram que tal esgotamento pode ocorrer em um momento em que a indústria de defesa já enfrenta dificuldades para acompanhar a crescente demanda por armas e equipamentos militares.

Pentágono busca repor suprimentos

Trump reuniu-se com executivos de sete empreiteiras de defesa na sexta-feira, enquanto o Departamento de Guerra dos Estados Unidos trabalhava para repor os suprimentos militares utilizados nas fases iniciais da guerra.

O governo ainda não divulgou uma estimativa pública do custo total da guerra, que começou em 28 de fevereiro. Legisladores democratas pediram mais informações sobre o conflito, incluindo depoimentos públicos de funcionários do governo sobre como a guerra pode afetar a prontidão militar dos EUA.

Autoridades do governo já realizaram várias sessões informativas classificadas (sigilosas) com membros do Congresso e suas equipes. Falando na abertura da sessão do Senado na terça-feira, o senador democrata Chuck Schumer instou as autoridades a testemunharem perante os legisladores.

“Quando se trata de enviar nossos militares para o perigo, o povo americano precisa entender o porquê. Mas, no momento, eles não têm sequer um ‘porquê’. Isso precisa mudar”, enfatizou Schumer.

Vários assessores do Congresso disseram que a Casa Branca deve enviar um pedido ao Congresso para financiamento adicional relacionado à guerra. Algumas autoridades sugeriram que o pedido poderia totalizar cerca de US$ 50 bilhões (aprox. R$ 250 bilhões), embora outros digam que esse valor pode acabar sendo baixo demais.

De acordo com uma análise do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) citada pela CNN na semana passada, as primeiras 100 horas da guerra EUA-Israel contra o Irã custaram aproximadamente US$ 3,7 bilhões (aprox. R$ 18,5 bilhões).

A estimativa sugere que Washington tem gasto mais de US$ 890 milhões (aprox. R$ 4,45 bilhões) por dia desde o início da guerra. Segundo a análise, menos de US$ 200 milhões (aprox. R$ 1 bilhão) do total estimado representam custos operacionais já incluídos no orçamento existente do Pentágono.

Os US$ 3,54 bilhões (aprox. R$ 17,7 bilhões) restantes provavelmente exigirão financiamento adicional do Departamento de Defesa dos EUA, seja por meio de dotações suplementares ou outro projeto de lei de reconciliação.

Além das despesas operacionais, uma grande parte dos gastos futuros provavelmente será destinada à substituição de munições gastas, particularmente mísseis interceptores. O problema é crítico, pois crescem as preocupações com o esgotamento dos estoques de defesa antimísseis dos EUA e de seus aliados.

Custos adicionais também podem surgir de perdas de equipamentos, incluindo os três caças F-15 abatidos em um incidente no Kuwait.

Analistas dizem que o fardo financeiro geral da guerra pode mudar dependendo de vários fatores, incluindo:

  • A mudança potencial para munições mais baratas.
  • A intensidade das operações militares dos EUA.
  • A escala e eficácia da retaliação iraniana.

Essas variáveis podem afetar significativamente o custo total se o conflito continuar por um período mais longo.

A agressão EUA-Israel contra o Irã perturbou os mercados financeiros, interrompendo uma recuperação de uma semana nos títulos do governo dos EUA e empurrando o rendimento das notas do Tesouro de 10 anos para acima de 4%, levantando preocupações sobre custos de empréstimos mais altos para empresas e consumidores.

Os rendimentos do Tesouro viram seu maior ganho em um único dia desde junho passado na segunda-feira, e subiram ainda mais na terça-feira, atingindo 4,1%. O aumento ocorre após semanas de queda nos rendimentos, o que ajudou a baixar as taxas de hipotecas de 30 anos para menos de 6% pela primeira vez em mais de três anos.

Um relatório do The Wall Street Journal (WSJ) informou recentemente que os investidores estavam recorrendo aos títulos do Tesouro como um porto seguro em meio à volatilidade do mercado de ações, mas a recente escalada no Oeste Asiático (Oriente Médio) e a alta nos preços da energia mudaram o foco para os temores de inflação. O relatório acrescentou que a guerra contribuiu para um pico nos preços do petróleo e do gás. Custos de energia mais altos podem alimentar uma inflação mais ampla, levando empresas e consumidores a esperar aumentos de preços sustentados.

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