A eleição do Aiatolá Saied Mojtaba Khamenei como novo Líder da Revolução Islâmica do Irã gerou uma onda de reações positivas internacionais, especialmente dos grupos e governos anti-imperialistas. Ele foi eleito pela Assembleia de Especialistas, órgão composto por 88 clérigos proeminentes, que anunciou a escolha no domingo à noite, 8 de março de 2026.
O fato ocorre pouco mais de uma semana após o martírio do antecessor, Aiatolá Saied Ali Khamenei, assassinado em 28 de fevereiro em um ataque aéreo conjunto de “Israel” e Estados Unidos em sua residência em Teerã. A transição rápida provocou celebrações nas ruas iranianas, com multidões demonstrando apoio ao novo líder, visto como continuação da linha dura e da resistência.
Países e entidades que enviaram mensagens de apoio ao novo Líder da Revolução Islâmica incluem a Rússia, que o fez em 9 de março, a China, também em 9 de março, o Tadjiquistão, em 9 de março, o Iraque, em 9 de março, Omã, em 9 de março, o Azerbaijão, em 9 de março, e a Geórgia e a Armênia, que se juntaram às saudações nos dias seguintes, entre 10 e 11 de março.
A Rússia, por meio do presidente Vladimir Putin, destacou a coragem necessária para a transição em um cenário de agressão armada. Putin enfatizou que o Irã enfrenta grandes desafios e expressou confiança de que o Aiatolá Saied Mojtaba Khamenei continuaria o legado do pai com honra, unindo o povo iraniano. Ele reafirmou o apoio inabalável de seu país, declarando a Rússia como parceira confiável da República Islâmica e desejando sucesso, saúde e força ao novo Líder.
A China, via porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Guo Jiakun, saudou a nomeação como estritamente constitucional e rejeitou qualquer interferência externa ou ameaça ao líder iraniano. Pequim reiterou oposição a violações da soberania, segurança e integridade territorial do Irã, defendendo o princípio de não interferência em assuntos internos de outros países e negou boatos que diziam ter havido interferência estrangeira na escolha.
O Tadjiquistão, através do presidente Emomali Rahmon, estendeu felicitações e votos de superação das dificuldades atuais. Rahmon expressou crença de que, sob a liderança do novo Líder, o povo iraniano prevalecerá, e manifestou disposição para fortalecer a cooperação bilateral baseada em boa vontade, confiança e respeito mútuo entre as nações fraternas.
O Iraque respondeu com mensagens múltiplas. O primeiro-ministro Mohammad Shia’ al-Sudani parabenizou o Aiatolá Saied Mojtaba Khamenei, renovando condolências pelo martírio do antecessor e expressando confiança na capacidade da nova liderança para gerenciar o estágio crítico e fortalecer a unidade iraniana. Figuras parlamentares e da resistência, como Adnan Faihan al-Dulaimi, Abu Hussein Al-Hamidaui (Hesbolá Iraquiano), Ammar al-Hakim e Saied Hashem al-Heidari, também saudaram, descrevendo o novo Líder como qualificado para a era de luta, reafirmando solidariedade contra agressões EUA-”Israel” e jurando lealdade aos princípios islâmicos.
Omã enviou saudações oficiais, expressando votos de sucesso ao Aiatolá Saied Mojtaba Khamenei em suas tarefas de liderança. O Azerbaijão, por meio do presidente Ilham Aliyev, ofereceu condolências pelo falecimento do predecessor e saudações pela eleição. Países vizinhos como Geórgia e Armênia também transmitiram mensagens semelhantes, mantendo posições cautelosas sobre a guerra, mas reconhecendo a transição.
Movimentos de resistência regionais foram enfáticos no apoio. O Ansar Alá do Iêmen, liderado por Sayyed Abdul-Malik al-Houthi, viu a eleição como demonstração de coesão e unidade iraniana, um “tapa na cara” dos agressores EUA e “Israel”. Mohammed Ali al-Houthi reforçou a força do sistema iraniano. O Hesbolá libanês renovou seu pacto com a Revolução Islâmica, jurando lealdade ao novo Líder e comprometendo-se a resistir até o último suspiro contra a “arrogância global”.
A Frente Popular para a Libertação da Palestina elogiou a continuidade da determinação revolucionária iraniana, destacando o papel de linha de frente contra a agressão sionista-americana. Do Barém, a Coalizão da Juventude 14 de Fevereiro pediu unidade em torno da liderança e reforço do Eixo de Resistência.




