Na última segunda-feira (2), o governo do Líbano, sob a liderança do presidente Joseph Aoun e do primeiro-ministro Nawaf Salam, anunciou a proibição imediata de todas as atividades militares e de segurança do Hesbolá. Em uma reunião realizada no Palácio de Baabda, o gabinete ministerial classificou as operações da resistência como “ilegais”, exigindo o desarmamento do grupo e sua limitação estrita à atuação política parlamentar. A medida, tomada sob intensa pressão dos países imperialistas, ocorre em meio à agressão israelense e após o martírio do Líder do Irã, Saied Ali Khamenei, representando uma facada nas costas daqueles que historicamente garantem a integridade do território libanês.
Enquanto o governo de Joseph Aoun tenta desarmar o povo, o regime nazista de “Israel” violou o cessar-fogo mais de 15.400 vezes desde novembro de 2024. Foram mais de 370 libaneses mortos e mil feridos em incursões terrestres e bombardeios que o Exército oficial do Líbano é incapaz de impedir. Ao agir como um rato a serviço do imperialismo, Aoun tenta entregar o único obstáculo real à expansão sionista: o Hesbolá.
O Hesbolá (Partido de Deus) não é uma entidade estrangeira, mas uma força nascida da resistência popular libanesa contra a ocupação israelense de 1982. Foi essa organização que, com o sangue de seus combatentes, realizou feitos que nenhum exército árabe regular conseguiu:
- A Libertação de 2000: Após 18 anos de uma ocupação brutal no sul do Líbano, o Hesbolá forçou a retirada humilhante das tropas israelenses, sem a necessidade de acordos de rendição.
- A Guerra de Julho de 2006: Durante 34 dias, “Israel” lançou sua força total contra o Líbano. O resultado foi uma derrota militar e moral para o sionismo, com o Hezbollah destruindo os então “invencíveis” tanques Merkava e forçando “Israel” a recuar, garantindo ao Líbano anos de uma relativa paz armada baseada no poder de dissuasão.
A decisão de Nawaf Salam e Joseph Aoun de banir as armas da resistência sob o pretexto de “monopólio estatal da força” é uma falácia criminosa. O Exército libanês não tem sistemas de defesa aérea, não tem aviões de combate modernos e é proibido pelos próprios EUA de adquirir armas que possam ameaçar “Israel”. Na prática, desarmar o Hesbolá significa deixar o Líbano com as portas abertas para que o exército sionista marche até Beirute sem resistência.
O governo libanês alega querer evitar que o país seja arrastado para uma guerra regional, mas ignora que a guerra já é feita contra o Líbano diariamente. O grupo que Aoun tenta banir é o mesmo que está na linha de frente na região de Kfar Kila e no sul do Rio Litani, dando o sangue para que as famílias libanesas não sofram o mesmo destino de genocídio que o povo palestino em Gaza. No fim das contas, libaneses e palestinos enfrentam o mesmo carrasco.
Joseph Aoun se revela um criminoso com sangue libanês nas mãos ao tentar transformar o Líbano em um protetorado inofensivo. Sua postura de vendido ao imperialismo não apenas insulta a história de luta do país, mas coloca em risco a vida de milhões.





