A Unidade de Gestão de Desastres do governo do Líbano anunciou, na segunda-feira (2), que os ataques de “Israel” contra o país haviam assassinado 52 civis libaneses e ferido outros 154. O órgão também informou que ao menos 28.500 pessoas haviam sido deslocadas à força de suas casas em meio à escalada. O balanço foi divulgado enquanto novos bombardeios atingiam diferentes regiões, incluindo Beirute e localidades do sul.
Na noite de segunda-feira, foram lançados seis mísseis contra um prédio localizado em frente à sede da emissora libanesa Al Mayadeen, na área de Jnah, em Beirute. Nas horas seguintes, foram relatados ataques contra unidades da Associação Al-Qard Al-Hassan e cinco incursões aéreas no bairro de Manshiyeh, no subúrbio sul de Beirute, que, segundo o relato, derrubaram completamente três prédios.
Escalada no sul e bombardeios em série
A nova fase de ataques começou na madrugada, com artilharia atingindo os arredores de Aita al-Shaab e bombardeios contra al-Shahabiya (distrito de Tiro) e al-Sultaniya (distrito de Bint Jbeil). Três civis foram assassinados em al-Shahabiya e quatro em al-Sultaniya. Os ataques também atingiram Burj Qalaway e, simultaneamente, Nabatieh, Adshit, Harouf, Toul e Kfour.
Ao longo da fronteira sul, as forças de ocupação alvejaram residências e áreas próximas em Yaroun, Aitaroun e Khiam, enquanto o bombardeio de artilharia pesada continuou nas zonas fronteiriças. Um ataque com VANT também atingiu o centro de Mays al-Jabal. No leste do Líbano, aviões de guerra sobrevoaram em baixa altitude os vales ocidental e setentrional do Becá.
Com o avançar da manhã, os ataques se intensificaram no distrito de Tiro, com bombardeios contra Qana, Hallousia, Mahrouneh e Aiteet, além de áreas entre al-Taybeh e al-Qantara. Hadatha, no distrito de Bint Jbeil, também foi atingida. No meio da manhã, a ofensiva se ampliou: Ain Qana foi bombardeada duas vezes, e foram relatados ataques contra Kawnin, Arab Salim, Mansouri e Srifa. Al-Majdal (distrito de Tiro) foi atacada pela segunda vez, assim como Ma’roub. Também foram atingidas Burj al-Shamali, Wadi Jilo, Jmeijmeh, Siddiqin, a área entre Yanouh e Ma’rakeh, e os arredores de Zarariya, Al-Hawsh e Tayr Daba.
Al Manar informou ataque à sua sede em Beirute
Na madrugada de terça-feira (3), horário local, o canal Al Manar informou, em nota curta, que sua sede principal em Beirute havia sido alvo de “pesado bombardeio”. “O inimigo sionista está mirando o prédio da Al Manar em Haret Hreik (no subúrbio sul da capital)”, afirmou a emissora. O anúncio ocorreu após declarações das forças de ocupação de que haviam bombardeado diversas áreas de Beirute e depois do ataque, horas antes, contra um prédio adjacente à sede da Al Mayadeen, em Jnah.
Hesbolá: ‘agressão não pode continuar sem resposta’
Também na terça-feira (3), o Hesbolá divulgou um comunicado no qual afirmou que a continuidade da agressão contra o país, “nos últimos quinze meses”, não poderia persistir sem resposta, e que o enfrentamento permanecia um direito “legítimo e defensivo” diante das violações em curso. O texto afirmou que o ataque prosseguia “por meio de assassinato, destruição, demolição com tratores e toda forma de criminalidade”, apesar de esforços políticos e diplomáticos voltados a interromper as ações e obrigar a ocupação a cumprir um cessar-fogo e suas obrigações.
No comunicado, o partido também afirmou que as tentativas de conter a agressão por vias diplomáticas haviam falhado e advertiu que “a agressão não pode continuar sem resposta” e que assassinatos e destruição “não podem prosseguir sem freio”. O texto apontou que, naquele estágio, se impunha uma ação “séria e eficaz” para encerrar os ataques “por todos os meios disponíveis”, atribuindo responsabilidade a partes envolvidas para intervir e deter as violações.
O comunicado foi divulgado em meio à ativação de sirenes em vários assentamentos nos territórios ocupados. Em outro trecho, o Hesbolá descreveu uma operação recente contra uma instalação militar da ocupação como ato defensivo e “legítimo”, realizado em resposta direta à continuidade da agressão contra o Líbano. O texto afirmou que a confrontação era um direito em tais condições e que a ação foi conduzida por considerações nacionais e pela necessidade de restaurar segurança e estabilidade às populações e regiões atingidas.





