Oriente Próximo

Chanceler do Irã: todas as bases dos EUA são alvos válidos

Em telefonema com Wang Yi, Abbas Araghchi afirmou que ataques a bases norte-americanas foram resposta legítima à agressão dos EUA e de “Israel” contra o Irã

Nesta segunda-feira (2), o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, afirmou, em telefonema com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, que os ataques iranianos contra bases militares dos Estados Unidos na região foram “uma resposta legítima” à origem da agressão conduzida por Washington e por “Israel” contra a República Islâmica. Araghchi declarou que os EUA iniciaram uma guerra contra o Irã “pela segunda vez”, em violação do direito internacional, e disse que a ofensiva ocorreu enquanto as duas partes mantinham negociações indiretas que, segundo ele, apresentavam “progresso positivo”.

No telefonema, Araghchi mencionou que centenas de civis já haviam sido assassinados nos bombardeios e ressaltou que as Forças Armadas iranianas defenderiam com firmeza a soberania nacional, a integridade territorial e a segurança da população. O chanceler também destacou o assassinato de crianças e citou a morte de 171 meninas em um ataque contra uma escola primária em Minabe, no sul do país. A partir desse ponto, afirmou que cabia à comunidade internacional condenar de maneira firme a agressão e o assassinato de civis.

Araghchi sustentou ainda que as ações norte-americanas haviam ultrapassado a “linha vermelha” do Irã e declarou que o país se defenderia “com toda a sua força”. Ele acrescentou que Teerã não nutria hostilidade contra os países árabes do Golfo Pérsico e afirmou que os ataques contra bases norte-americanas instaladas em alguns desses países não deveriam ser interpretados como ataques iranianos contra tais países. Ao final, voltou a caracterizar as operações como resposta “legítima” à “fonte e origem” da agressão.

Na resposta, Wang Yi apresentou condolências pelo martírio do líder da Revolução Islâmica, o aiatolá Saied Ali Khamenei, assassinado em um ataque terrorista conduzido pelos EUA e por “Israel” contra Teerã. O chanceler chinês declarou apoio ao Irã na defesa de sua soberania, segurança, integridade territorial e dignidade nacional, e afirmou que Pequim defendia que os Estados Unidos e “Israel” cessassem “imediatamente” a agressão, evitassem nova escalada e impedissem que o conflito se espalhasse pela Ásia Ocidental.

Também nesta segunda-feira, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, declarou em publicação na rede social X que o Irã não iniciou a guerra, mas permanecia preparado para sustentá-la por longo período, “ao contrário dos Estados Unidos”. Ele escreveu que, “como no passado de 300 anos”, o país não começara o conflito e afirmou que as Forças Armadas iranianas não haviam conduzido “uma única operação ofensiva”, atuando apenas em autodefesa. Larijani declarou ainda que o Irã se defenderia “ferozmente”, “independentemente dos custos”, e afirmou que os inimigos se arrependeriam do “erro de cálculo” que cometeram.

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