Keir Starmer sofreu uma derrota eleitoral de grandes proporções em 26 de fevereiro de 2026, quando o Partido Trabalhista perdeu a circunscrição de Gorton e Denton, no coração da Grande Manchester, para o Partido Verde. Essa eleição suplementar, provocada pela renúncia do deputado Andrew Gwynne, expôs a fragilidade do governo Starmer: o Partido Trabalhista, que dominava o distrito desde 1935 e havia conquistado mais de 50% dos votos em 2024, despencou para o terceiro lugar, com apenas 25,4% dos votos.
A vencedora, Hannah Spencer, do Partido Verde, obteve 40,7%, enquanto o Reform UK, de Nigel Farage, ficou em segundo com 28,7%. A participação foi de 47,6%, e o resultado expressa a falência da base trabalhista em uma área historicamente vermelha, marcada por comunidades operárias e imigrantes que agora rejeitam abertamente o rumo do partido devido à política imperialista de Starmer.
Esse desempenho também é resultado do golpe interno orquestrado por Starmer contra Jeremy Corbyn em 2020, quando purgou o Partido Trabalhista de sua base mais à esquerda. Esses dissidentes migraram em massa para o Seu Partido (em inglês, Your Party), o novo partido de esquerda fundado por Corbyn e Zarah Sultana em 2025, que agora conta com milhares de membros e quatro deputados no Parlamento.
A tendência na Inglaterra é que o Your Party canalize a revolta do povo contra a política neoliberal de Starmer, prometendo nacionalizações, defesa dos direitos dos trabalhadores e políticas pró-Palestina, elementos que o Partido Trabalhista, principalmente sob Starmer, abandonou para cortejar os banqueiros. Não é à toa que a aprovação de Starmer despencou em 57% em janeiro de 2026, segundo a YouGov, o pior índice para um primeiro-ministro, exceto Liz Truss.
Eleitores que apoiaram o Partido Trabalhista em 2024 agora veem o partido como traidor, com 47% deles considerando migrar para os Verdes na próxima eleição, conforme pesquisa da Opinium. Essa debandada é inevitável: Starmer ignora o sofrimento da população, com inflação galopante e serviços públicos em falência, enquanto enche os cofres do grande capital com isenções fiscais, sabota programas sociais e privatiza empresas estatais sob pretexto de corte de gastos.
O pior ainda está por vir: nas eleições locais de 7 de maio de 2026, com mais de 5.000 assentos em jogo em 136 conselhos ingleses, o Partido Trabalhista deve perder muitas vagas, a menos que dê mais um golpe eleitoral para manter seu poder. Projeções da More in Common indicam o Reform UK, da extrema direita, se consolidando como força dominante, com potencial para 381 assentos em uma eleição geral hipotética, enquanto os Verdes dobram sua presença.





