Biografia

O homem que se recusou a se curvar ao imperialismo

Emissora libanesa Al Mayadeen publicou artigo relembrando a vida pessoal e política do Aiatolá Ali Khamenei, assassinado por “Israel” e pelos EUA

Na madrugada de sábado (28), o líder da Revolução Islâmica e da República Islâmica do Irã, Saied Ali Khamenei, foi assassinado. Khamenei governou o Irã por 36 anos e foi o principal arquiteto do Eixo da Resistência, o conjunto de forças que, sob sua direção, enfrentou o imperialismo e o sionismo ao longo de décadas.

No domingo (1º), a emissora libanesa Al Mayadeen publicou uma biografia do líder iraniano em sua homenagem. No texto, a emissora traça a trajetória de Khamenei desde sua infância humilde em Mashhad, passando pelas prisões e torturas sob o regime do Xá, até sua ascensão à liderança da República Islâmica, destacando seu papel central na causa palestina, no desenvolvimento ideológico da resistência e na defesa intransigente da soberania iraniana frente às potências imperialistas.

Leia, abaixo, o artigo na íntegra conforme tradução feita pelo Diário Causa Operária (DCO):

Saied Ali Khamenei: o homem que se recusou a se curvar à arrogância global

Com profunda tristeza e solene reverência, o Al Mayadeen English apresenta esta breve biografia do Líder da Revolução Islâmica e da República Islâmica, Saied Ali Khamenei, em homenagem ao seu martírio em 28 de fevereiro de 2026.

Em 1939, numa casa modesta em Mashhad, a sagrada cidade do nordeste do Irã construída em torno do santuário do Imã Reda, nasceu um menino numa família de clérigos que vivia, por qualquer medida, na maior simplicidade. Seu pai, Javad Khamenei, era um respeitado, porém economicamente humilde, estudioso religioso, e as condições modestas da família deixaram uma marca no jovem Ali que ele evocaria ao longo de toda a sua vida política como prova de algo essencial: uma vida verdadeiramente bem vivida é aquela ancorada em convicção e na busca do que é justo e correto, não nos efêmeros confortos ou nas vãs ocupações deste mundo.

Desde a infância, Saied Ali demonstrou um apetite intelectual que se estendia muito além dos muros do seminário. Era atraído pela literatura, pela poesia e pela música clássica — paixões que manteria silenciosamente até a velhice —, e seus escritos posteriores revelam um homem que compreendia a cultura como o próprio meio pelo qual uma civilização expressa sua alma. Sua educação inicial se deu em Mashhad, antes de ser enviado, como era costume com os estudantes clericais mais promissores, para aprofundar-se na jurisprudência islâmica na sagrada cidade de Najaf, no Iraque, e posteriormente em Qom, o coração intelectual da erudição xiita no Irã.

Foi em Qom que Saied Ali Khamenei entrou na órbita do homem que definiria não apenas seu futuro, mas o do próprio Irã: Saied Ruhollah Khomeini. O Imã Khomeini ensinava então uma interpretação politicamente carregada e singular da governança islâmica, que argumentava que o clero tinha não apenas o dever de orientar, mas de governar a nação islâmica. Para o jovem Saied, foi uma revelação. Absorveu a teoria do Velayat-e Faqih — a tutela do jurista islâmico — e tornou-se um de seus discípulos mais comprometidos, numa relação de mestre e discípulo que redefiniria o mapa da Ásia Ocidental.

Sua formação intelectual não se limitou à teologia clássica. Entrou em contato com a obra do islamista egípcio Sayyid Qutb, cujos escritos defendiam um islã ativista e politicamente engajado, e foi suficientemente tocado por ela a ponto de traduzir duas obras de Qutb para o persa. Também se debruçou sobre o filósofo paquistanês-indiano Muhammad Iqbal, cujo apelo a um renascimento islâmico ressoou profundamente. Essas influências formaram um homem cuja fé era inseparável de sua política; para Khamenei, jamais houve distinção entre as duas.

Prisão, revolução e sobrevivência

Muito antes de chegar ao poder, Saied Khamenei sofreu por suas convicções. Ao longo das décadas de 1960 e 1970, enquanto o Xá do Irã, Mohammad Reza Pahlavi, consolidava seu domínio com o auxílio da SAVAK, uma criminosa polícia secreta, Khamenei foi repetidamente preso e encarcerado por suas atividades políticas. Foi detido seis vezes ao todo, submetido a interrogatórios e torturas, e enviado ao exílio interno. Esses anos de perseguição não foram um mero detalhe em sua biografia; tornaram-se seu núcleo.

Mais tarde, ele os descreveria como preparação essencial, apontando para o sofrimento como aquilo que confere a um homem a autoridade moral para liderar.

Quando a revolução finalmente eclodiu em 1979 e varreu o Xá do poder, Saied Khamenei estava entre o círculo íntimo de clérigos e ativistas que haviam pago o mais alto preço pessoal por ela. Sua habilidade organizacional nos anos que precederam o levante — articulando redes entre células religiosas e revolucionárias, disseminando os ensinamentos do Imã Khomeini em círculos clandestinos — lhe rendeu uma posição de real autoridade na nova República Islâmica.

Em seguida, foi eleito para o primeiro parlamento, exerceu o cargo de líder da oração de sexta-feira em Teerã e tornou-se um dos fundadores do Partido Republicano Islâmico, que buscava consolidar os avanços da revolução frente aos rivais seculares e de esquerda.

Então, em junho de 1981, veio o momento que quase encerrou sua vida e alterou definitivamente seu curso.

Numa coletiva de imprensa em Teerã, uma bomba escondida em um gravador detonou. Saied Khamenei sobreviveu, mas a explosão destruiu o uso de seu braço direito e danificou suas cordas vocais, deixando-lhe a voz suave e ligeiramente tensa que se tornaria familiar para os iranianos e seus seguidores ao redor do mundo ao longo de décadas de pronunciamentos televisionados.

Aqueles que estavam ao seu lado naquele momento recordaram um homem que aceitou o ferimento com uma serenidade que parecia menos estoicismo do que genuína crença. Ali estava um homem que verdadeiramente esperava ser posto à prova.

“Um como eu jamais prestará obediência a um como Yazid” — Imã Hussein, citado por Khamenei como o princípio fundador da defiance da República Islâmica.

Sua presidência, de 1981 a 1989, se desenrolou sobre o devastador pano de fundo da Guerra Irã-Iraque, oito anos de conflito exaustivo e brutal que custou ao Irã cerca de meio milhão de vidas e tornou-se o trauma definidor dos primeiros anos da República Islâmica. Uma guerra liderada pelo tirânico Saddam Hussein e apoiada pelos Estados Unidos e pelo Ocidente para deter a expansão da Revolução Islâmica.

Como presidente, Khamenei navegou pelas exigências políticas da guerra, administrou as tensões com o Primeiro-Ministro Mir-Hossein Mousavi — uma relação de atrito persistente que revelou muito sobre seus instintos de governança — e aprofundou sua compreensão do poder como algo que exigia não apenas clareza ideológica, mas também controle institucional.

A sucessão inesperada

Quando o Imã Khomeini faleceu em junho de 1989, a República Islâmica enfrentou o teste mais grave de sua curta existência: transferir o poder de um fundador carismático a um sucessor sem fraturar o sistema que ele havia construído.

A escolha esperada, o Grande Aiatolá Montazeri, herdeiro designado de Khomeini, havia sido dramaticamente afastado meses antes após uma série de disputas políticas. Nessa crise institucional, emergiu Saied Ali Khamenei, cuja elevação pela Assembleia de Especialistas surpreendeu muitos observadores — inclusive o próprio Saied Khamenei, que inicialmente se recusou a assumir o cargo.

Fundamentalmente, ele não possuía o grau clerical sênior que a jurisprudência islâmica tradicionalmente exige de um Líder Islâmico. Mas Khamenei não deixou que as circunstâncias de sua nomeação definissem o seu caráter. Nos anos seguintes, de forma silenciosa e metódica, construiu a autoridade institucional para igualar e depois superar o poder formal que seu título conferia.

Uma tutela de 36 anos

Como Líder da Revolução e da República, Saied Khamenei exerceu um tipo de poder genuinamente difícil de transmitir apenas por descrição institucional. Era simultaneamente o comandante-em-chefe das Forças Armadas iranianas, a autoridade nomeadora do judiciário, da emissora estatal e do Conselho dos Guardiães — que fiscalizava toda a legislação e os candidatos — e dos principais comandantes do Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC).

Apesar desses poderes, Saied Khamenei governou menos como um microgestor do que como uma bússola estratégica. Ele definia a direção ideológica e as linhas vermelhas; resolvia disputas entre facções rivais; tomava a decisão final sobre questões de guerra, diplomacia e o programa nuclear. Jamais viajou ao exterior durante todo o seu período como Líder, jamais concedeu uma entrevista a um jornalista estrangeiro — um isolamento deliberado que projetava um afastamento quase monástico dos compromissos cotidianos da condução do Estado, enquanto, por meio de seus ensinamentos, colocava o Estado iraniano numa trajetória controlada rumo ao desenvolvimento e à independência.

Sua política externa estava ancorada num princípio que ele expressava como “nem Oriente, nem Ocidente” — um não-alinhamento estratégico que, na prática, significava desafio constante ao poder americano, oposição feroz a “Israel” e o cultivo de um arco de movimentos e Estados aliados em toda a região. Sob sua direção, o Irã aprofundou suas relações com a Síria, apoiou o Hezbollah no Líbano até que se tornasse uma das forças militares não estatais mais capacitadas da história, apoiou o Hamas e a Jihad Islâmica Palestina e, nos anos mais recentes, estendeu sua rede ao movimento Ansar Allah do Iêmen.

Essa constelação de alianças ficou conhecida como o Eixo da Resistência, e Saied Khamenei, com o apoio de seus discípulos, foi seu arquiteto e pai ideológico.

Palestina: Uma causa elevada a dever sagrado

De todas as causas políticas que Saied Khamenei defendeu ao longo de quatro décadas, nenhuma foi mais central à sua visão de mundo — ou mais consequente em seu apoio material — do que a Palestina. Ele via a libertação da terra palestina não como um conflito regional ou uma queixa nacional, mas como uma obrigação religiosa, o dever mais importante de todo o mundo islâmico.

Em seu livro de 416 páginas, “Palestina”, e no subsequente “Referendo Palestino”, expôs sua posição com precisão: toda a Palestina histórica, do rio ao mar, deve ser devolvida aos seus habitantes por meio de um referendo nacional que inclua muçulmanos, cristãos e judeus nativos.

Foi a principal voz no mundo islâmico contra a normalização, chamando tais acordos de traidoras capitulações ao povo palestino. Recebia regularmente em Teerã o líder do Hamas, Ismail Haniyeh, e o dirigente da Jihad Islâmica Palestina, Ziyad al-Nakhaleh, coordenando tanto a estratégia quanto o apoio material. Sob sua autoridade, a Força Quds do IRGC forneceu armas, treinamento e orientação tática às facções palestinas e da Resistência, permitindo o desenvolvimento de suas próprias capacidades em foguetes e drones.

O Dia Internacional de Quds, um dia anual de manifestação global pela libertação de Al-Quds, estabelecido pelo Imã Khomeini, foi mantido e ampliado sob Saied Khamenei como símbolo visível do compromisso do Irã.

Uma ideologia comprometida com o papel

Saied Khamenei foi uma figura intelectual mais prolífica do que seu perfil no Ocidente sugeria. Seus escritos abrangem comentários corânicos, teoria política, crítica cultural e visão estratégica. Tomados em conjunto, seu corpo de obra equivale a um sistema ideológico coerente, e não a uma coleção de discursos ou políticas.

Seu primeiro trabalho significativo, “Um Esboço do Pensamento Islâmico no Alcorão”, estabelece o argumento fundacional que perpassa tudo o que escreveu posteriormente. O islã não é uma espiritualidade privada, mas um sistema social completo, uma ideologia ativa com uma prescrição para a governança, a economia e a cultura. “Uma Pessoa de 250 Anos” recorre às vidas políticas dos doze Imãs xiitas para argumentar que suas escolhas aparentemente díspares — guerra, compromisso, martírio, silêncio — foram todas expressões de uma única e contínua estratégia para estabelecer uma governança islâmica justa ao longo de dois séculos e meio.

“O Espírito do Monoteísmo” estende esse argumento à teologia política, apresentando o conceito islâmico de tawhid — a unicidade de Deus — como uma força política que, por definição, exige resistência a qualquer autoridade humana que exceda seus limites adequados.

“Um Discurso sobre a Paciência” reinterpreta a virtude corânica do sabr não como aceitação passiva, mas como a resistência ativa e voluntária às dificuldades em busca de um fim justo — uma releitura que conferiu sanção religiosa à realidade vivida sob sanções e cerco do Ocidente.

Seu manifesto de 2019, “O Segundo Passo da Revolução Islâmica”, dirigiu-se diretamente à juventude iraniana e apresentou sua visão para os próximos quarenta anos da República. Autossuficiência, pureza ideológica, resistência à penetração cultural e a formação de uma geração que completasse o que a sua própria havia apenas iniciado foram os pilares principais de sua visão.

Suas duas cartas abertas à juventude ocidental, em 2015 e 2016, tornaram-se virais em alguns meios, instando os jovens europeus e americanos a lerem o Alcorão por si mesmos, em vez de aceitarem a versão distorcida oferecida por seus governos e pela mídia.

“O islã não é uma crença pessoal. É uma ideologia ativa, uma prescrição abrangente de como a sociedade deve ser organizada.” — Saied Khamenei, “Um Esboço do Pensamento Islâmico no Alcorão”

Ao lado dessas obras originais, suas primeiras traduções revelam as influências intelectuais que considerou importantes o suficiente para trazer ao persa. Traduziu “O Futuro no Reino do Islã”, do pensador egípcio Sayyid Qutb — obra que defendia a ascendência global da civilização islâmica —, e “O Tratado de Paz” do Imã Hassan, texto que utilizou para formular o sutil argumento de que a flexibilidade política e o compromisso estratégico não são traições aos princípios, mas, quando devidamente compreendidos, expressões deles.

A teologia da resistência

Para compreender o pensamento de Saied Khamenei, é preciso compreender a história de Karbala. Em 680 d.C., o Imã Hussein, neto do Profeta Muhammad e terceiro Imã xiita, recusou-se a prestar obediência ao Califa Yazid, um tirano que havia corrompido a mensagem original do islã. O Imã Hussein marchou com um pequeno grupo de seguidores para o deserto do que hoje é o Iraque, onde foi cercado e massacrado. Sua recusa — e seu martírio — tornaram-se o evento moral central da consciência xiita, um modelo para a relação entre verdade e poder que os muçulmanos xiitas interpretaram e reinterpretaram ao longo de catorze séculos.

Khamenei apresentava Karbala não como história, mas como um sistema operacional vivo para a condução do Estado iraniano e da resistência na Ásia Ocidental. Citava a declaração do Imã Hussein — “Um como eu jamais prestará obediência a um como Yazid” — como a expressão definitiva da postura da República Islâmica perante os Estados Unidos.

Nesse enquadramento, a América, sob seu regime atual, é Yazid: um poder corrupto e tirânico que exige submissão. A Resistência é o Imã Hussein — em desvantagem militar, isolada, mas moralmente invicta. A lógica é elegante em sua clareza e inflexível em suas conclusões. A submissão, por mais estrategicamente racional que seja, torna-se teologicamente proibida. A resistência, por mais custosa que seja, torna-se uma obrigação sagrada.

Esse enquadramento também explicava como Saied Khamenei interpretou a Guerra Irã-Iraque: como evidência de que uma nação que segue o “modelo de Ashura” pode sobreviver — e até prevalecer em termos morais — contra forças convencionais superiores. Foi o modelo que aplicou às sanções, aos assassinatos encobertos de cientistas e comandantes iranianos, e a cada episódio de confronto com Washington nas décadas seguintes.

Saied Ali Khamenei governou o Irã por trinta e seis anos, mais do que o Xá que ajudou a derrubar, mais do que qualquer outro chefe de Estado na Ásia Ocidental moderna. O Irã que ele deixa para trás é um que segue o “modelo de Ashura”, que se esforça pela autossuficiência e que não se curvará diante de Trump ou Netaniahu.

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