O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas, na sigla em árabe) divulgou uma nota na qual “condena fortemente” a agressão norte-americana-sionista contra a República Islâmica do Irã e afirma que a ação representa uma ameaça direta à estabilidade e à soberania regional. “O Hamas condena fortemente a agressão contra a República Islâmica do Irã, e contra qualquer Estado árabe ou islâmico”, diz o texto. Em seguida, a organização caracteriza o ataque como um “alvo direto de toda a região” e um atentado contra “sua segurança, estabilidade e soberania”.
Na mesma nota, o Hamas declara solidariedade ao Irã e chama “a nação árabe e islâmica” a “unir-se” para frustrar os objetivos da agressão. O texto afirma que os ataques visam redesenhar a região segundo as aspirações da ocupação, no sentido de estabelecer um “Grande ‘Israel’” às custas de terras árabes e islâmicas e dos interesses de seus povos.
A nota das Brigadas Al-Qassam
Também neste sábado, as Brigadas Izz ad-Din al-Qassam, braço militar do Hamas, divulgaram sua própria declaração, apresentando a agressão como continuidade dos crimes sionistas na região, com apoio direto dos Estados Unidos. “O inimigo sionista continua sua agressão e barbaridade em nossa região, sem se importar com ninguém, encorajado pelos Estados Unidos, o principal patrocinador de seus crimes e agressões contra a Palestina e os países árabes e islâmicos”, afirma o texto.
As Brigadas Al-Qassam dizem que os ataques ao Irã são “um novo capítulo” da “agressão criminosa sionista-norte-americana” e uma extensão da ofensiva de caráter genocida em Gaza, além das agressões dos últimos dois anos contra o Líbano, o Iêmen, o Irã, o Catar e outros países.
No mesmo comunicado, o grupo declara “solidariedade completa” ao Irã e ao seu povo, elogia a resposta iraniana no marco da Operação “Promessa Cumprida 4” e afirma ter “plena confiança” nas Forças Armadas iranianas e no Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI), tanto na disposição de enfrentar a agressão quanto na capacidade de impor perdas aos agressores.
A nota conclui que o plano de “Israel” contra a Palestina e contra as forças que apoiam a resistência palestina “sairá pela culatra”. O texto também afirma que o inimigo “frágil”, que não conseguiu quebrar a vontade do povo de Gaza e de sua resistência por dois anos, “ficará decepcionado” e não conseguirá subjugar a República Islâmica e seu povo.
Ansar Alá afirma prontidão
Do Iêmen, o presidente do Ansar Alá, Saied Abdul Malik al-Houthi, afirmou no sábado que a organização está pronta para agir em solidariedade ao Irã diante da agressão norte-americana-sionista. “Nós, no marco de nossa posição solidária com o Irã e em prontidão para todos os desdobramentos, estamos preparados para nos mover por meio de diversas atividades”, disse al-Houthi, em fala sobre a escalada.
Segundo ele, o ataque dos Estados Unidos e de “Israel” integra um esforço mais amplo para permitir a dominação regional por “Israel” e avançar o projeto sionista do “Grande ‘Israel’”. Al-Houthi afirmou ainda que a agressão contra o Irã constitui um ataque injusto contra um país muçulmano, sem base legítima, e elogiou o CGRI e as Forças Armadas iranianas por cumprirem um “dever sagrado de luta” ao enfrentar os inimigos “com força e firmeza”.
Hesbolá lamenta o martírio de Khamenei
No Líbano, o Hesbolá publicou uma nota lamentando o martírio de Saied Ali Khamenei, líder da Revolução Islâmica do Irã, assassinado na agressão norte-americana-sionista, e reiterou seu compromisso com a resistência. O partido descreveu Khamenei como o “sol que irradia luz” e como inspirador da Ummah.
A nota afirma que Khamenei “ascendeu à misericórdia e glória de seu Senhor”, sendo “um dos maiores líderes mártires da nação ao longo de sua história marcada pelo martírio”. Segundo o texto, o dirigente dedicou sua vida à defesa dos oprimidos e à causa palestina, apontada como prioridade central, para a qual teria dedicado recursos e capacidades da República Islâmica.
O Hesbolá também afirma que o assassinato foi levado a cabo pelos “terroristas mais desgraçados desta era”, os Estados Unidos e “Israel”, durante o mês sagrado do Ramadã.
‘Resistência até a vitória’
No mesmo comunicado, o Hesbolá apresentou condolências às autoridades religiosas, ao povo iraniano, à direção da República Islâmica, ao Corpo de Guardas da Revolução Islâmica, ao Parlamento iraniano e à família de Khamenei. Estendeu ainda condolências “à Ummah islâmica” e aos povos oprimidos do mundo.
“[O] Hesbolá — liderança, combatentes e uma sociedade resistente, crente, paciente e firme — reafirma seu compromisso firme e eterno com o Saied líder mártir”, diz a nota, prometendo manter a resistência “até que a vitória plena e final seja alcançada”.




