A TV estatal iraniana informou na manhã deste domingo (1º) que o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, general Abdolrahim Mousavi, e o ministro da Defesa, brigadeiro Aziz Nasirzadeh, foram assassinados na agressão conjunta dos Estados Unidos e de “Israel” realizada no sábado (28) contra o país.
Segundo a emissora, Mousavi havia sido nomeado para o comando do Estado-Maior em 13 de junho, em substituição ao general Mohammad Bagheri, e havia assumido recentemente as funções no topo da estrutura militar iraniana.
A mesma cobertura estatal também noticiou, ainda neste domingo, o assassinato do almirante Ali Shamkhani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e do general Mohammad Pakpour, comandante do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC), no mesmo ataque.
Declarações oficiais: ‘não ficará sem resposta’
Após os anúncios, o gabinete do presidente da República Islâmica divulgou uma nota no Telegram sobre o assassinato do líder da Revolução Islâmica, aiatolá Saied Ali Khamenei, afirmando: “este grande crime jamais ficará sem resposta… Faremos aqueles que organizaram e executaram este crime se arrependerem”.
O Corpo de Guardas da Revolução islâmica (CGRI), por sua vez, prometeu retaliação pelo assassinato de Khamenei e declarou que “em poucos instantes começará a mais brutal operação ofensiva na história das Forças Armadas da República Islâmica do Irã contra ‘Israel’ e bases terroristas norte-americanas”.
Quem foi Abdolrahim Mousavi
Abdolragim Mousavi nasceu em Qom, em 1959, ingressou no Exército iraniano em 1979 e obteve doutorado em Ciências da Defesa na Universidade Nacional de Defesa. Ele acumulava cerca de quatro décadas de trajetória no alto comando.
Entre 1999 e 2005, Mousavi atuou como chefe do Estado-Maior Conjunto do Exército. Entre 2008 e 2015, foi vice-comandante em chefe do Exército. Em 2016, tornou-se vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e, no ano seguinte, foi indicado pelo líder iraniano para comandar o Exército, cargo que ocupou até a recente nomeação para chefiar o Estado-Maior.
Ao longo da carreira, também dirigiu a Universidade Militar Imam Ali, comandou o quartel-general regional do nordeste e supervisionou o Departamento de Operações do Exército. A imprensa iraniana o descreveu como um dos principais quadros militares do país nas últimas décadas, e relatou que ele era conhecido em círculos militares como “o homem para missões difíceis”.





