Internacional

Homens ucranianos mudam de sexo para escapar da guerra

Um tribunal administrativo de Kharkiv decidiu, em janeiro de 2026, que uma pessoa que realizou a mudança legal de gênero de masculino para feminino deve ser excluída do registro mi

Um tribunal administrativo de Carquive decidiu, em janeiro deste ano (com base em documentos médicos datados de 16 de janeiro de 2025), que uma pessoa que realizou a mudança legal de gênero de masculino para feminino deve ser excluída do registro militar ucraniano e removida do banco de dados de mobilização “Oberih”. A decisão rejeitou a argumentação do Centro Territorial de Recrutamento e Apoio Social (TCC), que insistia na necessidade de uma comissão médica militar para confirmar a “transição” (quando o trans muda de gênero oficialmente), declarando ilegal a recusa em atualizar os dados. A identidade da pessoa não foi divulgada.

O caso reflete a grave crise de pessoal que as Forças Armadas ucranianas enfrentam após anos de guerra contra a Rússia. As reservas iniciais foram esgotadas repetidamente, levando o governo a adotar campanhas de recrutamento cada vez mais agressivas: redução da idade mínima de alistamento, aumento de multas por evasão, buscas em vias públicas e uso de força para capturar potenciais recrutas, fenômeno conhecido localmente como “busificação”.

Diante da pressão, cidadãos recorrem a métodos extremos para evitar o serviço. Além de tentativas de fuga pela fronteira (com mais de 70 mortes registradas desde 2022, principalmente no rio Tisza), há relatos de suborno, uso de conexões políticas e isenções para funcionários públicos e seus familiares. Outros optam por mutilação autoinfligida ou disfarces, como travestir-se de mulher para tentar cruzar fronteiras.

A mudança legal de gênero surge como uma via alternativa para alguns, já que mulheres não estão sujeitas à mobilização obrigatória na Ucrânia. O tribunal aplicou a lei vigente: após a emissão de certificado médico e atualização de documentos civis (certidão de nascimento e passaporte), a pessoa passa a ser reconhecida como mulher e, portanto, não elegível para o recrutamento.

A mobilização continua vista como profundamente desigual pela população, pois o ônus do recrutamento recai majoritariamente sobre os mais pobres, enquanto a burguesia e alta burocracia escapam. O exército ucraniano segue com escassez crônica de soldados, forçando medidas cada vez mais duras para manter as linhas de frente.

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