54ª Universidade de Férias

Grupos de discussão iniciam e torneio de xadrez continua

Participantes destacam discussão teórica, infraestrutura, integração social e diversidade em entrevistas sobre o nono dia do acampamento

O nono dia da 54ª Universidade de Férias da Aliança da Juventude Revolucionária (AJR), realizada no hotel-fazenda em Sorocaba (SP), manteve o ritmo combinado de lazer e estudo. A programação incluiu os grupos de discussão, dedicados a aprofundar o conteúdo das aulas anteriores sobre O Capital de Karl Marx e o tradicional campeonato de xadrez, que reuniu participantes em partidas disputadas.

O xadrez proporcionou momentos de concentração e interação entre competidores de diferentes idades e estados, enquanto os grupos de discussão foram o espaço principal para o exercício coletivo da teoria: os militantes se dividiram em bancadas para responder às questões propostas, levantar dúvidas, debater a transposição da teoria marxista para a realidade atual e preparar contribuições para as aulas seguintes. 

Nivaldo Orlandi, 70 anos, presente desde quinta-feira, avaliou o progresso do curso nos grupos com otimismo. “Pelas aulas que tivemos, com certeza conseguimos avançar. Nota 7 nos acertos, então 3 que tem dúvida. Mas o que discutimos lá está razoável. Não se tem a pretensão de acertar tudo. Uma parte é para avaliar o grau de recepção do conhecimento. O restante vai ser acertado na plenária grande com todos os grupos. Moral da história: acho que o curso como um todo vai dar 9,5”, explicou. Ele elogiou o formato único da Universidade: “Universidade e férias. Tem aula, é importante, duas horas todo dia. E férias. Muitos aqui, inclusive eu, em condições normais não viriam num espaço assim. É um belo pretexto para curtir férias e ainda de quebra assistir aos cursos. Sensacional aqui. Tomei banho, colhi frutas, passei pelo parque. Três opções para dormir: chalé, barraca e salão geral. Muito bom”. Nivaldo enfatizou também a integração: “Essa integração de gente de muitos estados aqui, para conhecer a realidade de cada um, as dificuldades, expor as nossas, aprendermos com as experiências de todos”.

Davi Orlandi, de 97 anos, pai de Nivaldo e veterano de inúmeras edições da Universidade, classificou o acampamento como o melhor de todos que já frequentou. “De cinco lugares que eu fui, aqui é o melhor espaço que já tenho. Melhor vontade, tem opção, lugar bom”, afirmou. Sobre os grupos de discussão, ele contou que a dinâmica foi intensa e divertida: “Foi difícil. Foi bom, apresentava bem para a gente. É uma aula”. Ele destacou ainda a convivência: “Consegui conversar com pessoas de outras regiões, conhecer novas pessoas, muitos. Diversos”. E sobre a estrutura geral: “Tem tudo que você escolhe, chalé, barraca, alojamento coletivo. Esta aqui é nota 10 pra mim”.

Maurício, 35 anos, que chegou no domingo, participou dos grupos e destacou a qualidade do debate apesar das complexidades da teoria. “A gente tenta transpor a teoria, que é mais dura e direta, para exemplificar as questões. Tem também a questão de transposição de tempo, muito diferente da época em que Marx escreveu. Hoje tem mais atividades, profissões. A discussão rolou muito bem, foi muito bom que levantamos vários pontos, mas muitas dúvidas também foram colocadas. E vão fazer alguma pergunta para ser colocada na aula”. Ele valorizou o ambiente geral: “O acampamento é bem legal, bem mais organizadinho, muito grande o espaço. Poder socializar com os companheiros é a parte mais interessante. No dia a dia todo mundo fala muito sério, trata só de política, nunca escapa para outros assuntos. Aqui isso não acontece, a gente se sente bem nesse sentido, com esse interesse”.

Roberto Mariano, 60 anos, morador do Rio de Janeiro (original de Porto Alegre), fez seu primeiro curso e considerou a experiência positiva. “É o primeiro curso que estou fazendo. É um pouquinho difícil, mas achei bacana. Conseguimos achar uma solução do questionário. Foi proveitoso, com certeza”. Ele fez elogios ao local e à estrutura: “É muito lindo, cara. O local é maravilhoso, muito bom. (…) O local é um exemplo de bem cuidado”. Sobre a alimentação: “Café da manhã desse que é servido aqui são servidos nos hotéis do interior do Rio Grande do Sul. Praticamente uma refeição. Está sensacional”.

O nono dia reforçou o que torna a Universidade de Férias única: formação política marxista aliada a lazer, boa alimentação, integração nacional e forte camaradagem revolucionária. O acampamento segue até 25 de janeiro, com programação que continua a fortalecer a formação política.

A 54ª Universidade de Férias segue até 25 de janeiro. Ainda é possível participar presencialmente ou acompanhar as transmissões pela plataforma Universidade Marxista (unimarxista.org.br). Para inscrições e informações, entre em contato pelo número (11) 99741-0436.

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