O líder do Ansar Alá, partido que governa o Iêmen, Abdul-Malik al-Houthi, afirmou que o regime de “Israel”, “em parceria com os norte-americanos”, prepara novas rodadas de escalada na região e que os próximos confrontos estão “confirmados”. A declaração foi feita em pronunciamento televisionado nesta sexta-feira (26).
Al-Houthi disse que “o inimigo israelense, em parceria com os norte-americanos, está se preparando para mais escalada e rodadas” e afirmou que a nação deve permanecer em “estado de vigilância”. Ele declarou que ainda existem “elementos que os inimigos temem” e que haveria uma tentativa de eliminá-los.
Ao tratar do tema do armamento da resistência, o dirigente afirmou que o discurso sobre “desarmamento” busca retirar dos povos da região os meios de enfrentar agressões e dominação, mencionando “Israel” e os EUA. Ele também afirmou que o que chamou de “Projeto do Grande ‘Israel’” teria como objetivo subjugar os povos da região.
No pronunciamento, al-Houthi citou a Síria, dizendo que o “modelo sírio”, em relação aos grupos que controlam o país, seria marcado pela ausência de oposição a “Israel” e pela busca de normalização com o regime sionista. Ele também denunciou a continuidade das ações de “Israel” na Palestina, no Líbano e na Síria, citando violações contra a Mesquita de Al-Aqsa.
O líder iemenita também abordou a Venezuela e afirmou que “o norte-americano” saquearia continuamente uma parte do petróleo produzido pelo país, buscando controle total sobre as reservas. Segundo ele, a bandeira do “combate às drogas” seria usada como pretexto para ampliar o domínio sobre o país e suas riquezas, denunciando “pirataria” e saque.
Ao final, al-Houthi afirmou que “Israel” não cumpre compromissos, inclusive obrigações humanitárias de permitir a entrada de comida e remédios em Gaza, e alertou para pressões visando normalização regional com o regime sionista.




