De acordo com fontes do Ministério de Defesa do Iêmen, nenhum líder militar foi assassinado. Em comunicado a um site de notícias árabe e a um correspondente do Al Mayadeen, a fonte afirmou que “Israel” fracassou em suas tentativas de atingir líderes militares iemenitas, e que os relatórios israelenses são “totalmente falsos e constituem uma propaganda de guerra psicológica”, uma tática que os iemenitas têm aprendido a reconhecer. Desafiando as agressões israelenses, grandes manifestações foram realizadas em todo o país em apoio à causa palestina, com advertências sobre futuras operações militares.
A fonte iemenita denunciou que, com tais afirmações, as autoridades de “Israel” buscam preparar seu público para supostas operações militares do Iêmen, que atacariam estrategicamente alvos críticos em “Israel”. Isso faz parte da conjuntura regional, especialmente após os recentes ataques aéreos israelenses contra áreas residenciais civis na capital iemenita, Saná, o que refuta as afirmações de “Israel” de que teria assassinado figuras-chave. Apesar da agressão, a sociedade iemenita continua realizando grandes manifestações semanais como forma de protesto e apoio à causa palestina.
Nesta sexta-feira, milhares de pessoas participaram de grandes manifestações em todo o Iêmen em apoio à resistência palestina em Gaza. Sob o lema “Com Gaza, em luta e firmeza… indignados pelo sangue derramado e a santidade violada”, os manifestantes se reuniram na praça al-Sabeen, na capital, e em mais de 500 praças em todo o país, em cidades e distritos como Al Hodeidah, Hajjah, Ibb, Amran, Taiz, Dhamar, al-Bayda, al-Jawf, al-Mahwit, Ad Dali’ e Lahj.
Essas manifestações, sob o lema “Permanecemos firmes em Gaza… Não tememos ameaças ou conspirações”, reafirmaram o caráter de solidariedade internacional com o povo palestino e sua resistência. Os manifestantes também pediram que as ações contra os inimigos sionistas sejam intensificadas e inovadas.
Eles declararam estar atentos a um possível ataque israelense para demolir a Mesquita de Al-Aqsa, o principal local sagrado do Islã, o que estaria alinhado com os planos sionistas de construir a “Grande Israel” como uma “vitória contra o povo árabe através do genocídio e do apagamento cultural”. Nesse contexto, clamaram aos povos das nações islâmicas e árabes que se preparem com seriedade contra as medidas sionistas e encontrem formas de enfrentar a situação na prática.
Durante a marcha, os manifestantes elogiaram as operações do exército iemenita no mar e em território inimigo, destacando a produção de mísseis com ogivas de fragmentação, uma técnica que permite contornar as defesas aéreas israelenses. “Essa ação tem levado os sionistas à loucura desde o primeiro ataque”, afirmou a fonte consultada.
Os manifestantes condenaram enfaticamente a queima de uma cópia do Alcorão, realizada por “um simpatizante sionista estadunidense”. Condenaram essa nova fase de agressão contra o povo árabe e criticaram alguns governos árabes por permitirem a continuidade do “crime de genocídio pelo imperialismo”. Segundo um comunicado, os organizadores dos protestos acusaram a Arábia Saudita de fornecer apoio militar a “Israel” e o Egito de celebrar acordos com as forças de ocupação, classificando-os de traidores do povo árabe na quinta-feira, 22 de agosto deste ano.
Foi feito um apelo à resistência, pedindo à nação árabe e aos povos livres do mundo apoio político, econômico e militar para a resistência palestina e libanesa, no enfrentamento das “conspirações para o desarmamento” de grupos como o Hamas e o Hezbollah. As manifestações de quinta-feira, 22 de agosto, também serviram como denúncia contra o genocídio de 62 mil civis, em sua maioria mulheres e crianças.
Esses protestos do povo iemenita são realizados constantemente em defesa da justiça, funcionando como uma espécie de ‘censura’ às denúncias levantadas. “Israel” tem tentado silenciar líderes militares responsáveis por ações que prejudicam a economia e os interesses do imperialismo americano na região. Para isso, tem elevado a “conspiração” com a imprensa ocidental, visando desmobilizar os protestos. Com o fracasso dessa estratégia, as autoridades israelenses buscam, com “situações de falsa bandeira”, forjar acusações contra o governo iemenita.




