Em um ataque aéreo conduzido por “Israel” na região norte da Faixa de Gaza, o porta-voz do Hamas Abdul Latif al-Qanou, foi martirizado enquanto buscava refúgio em uma tenda improvisada na área de Jabalia. A informação foi divulgada pela rede de TV Al Aqsa TV, associada ao movimento de resistência palestino.
O Hamas lamentou a perda de al-Qanou, destacando sua firmeza e dedicação na defesa dos direitos do povo palestino e na promoção da resistência legítima. Em comunicado, a organização ressaltou que ele “assumiu corajosamente a responsabilidade de transmitir a mensagem e defender as questões do povo palestino e a legitimidade da resistência, sem vacilar em seu papel como porta-voz oficial do movimento”.
A nota também enfatizou que al-Qanou permaneceu firme diante da agressão israelense na Faixa de Gaza, enfrentando perigos iminentes até alcançar o martírio em uma noite significativa do abençoado mês do Ramadã. O Hamas afirmou que “nenhuma bala, nenhum ataque direcionado e nenhum ato de opressão silenciará a vontade de seu povo”, acrescentando que “o sangue do mártir, derramado sobre a terra que buscaram libertar, não será em vão—ele fluirá como fogo através das veias da resistência, alimentando o caminho para a libertação até que o amanhecer da vitória surja”.
Assim como milhares de palestinos, al-Qanou estava abrigado em uma tenda após a destruição sistemática de infraestruturas civis na Faixa de Gaza pelos ataques israelenses. O bombardeio que resultou em sua morte também causou outras vítimas fatais e feridos, sendo parte de uma série de investidas que atingiram diversas áreas do território.
Os ataques de “Israel” na Faixa de Gaza continuam a ceifar a vida de dezenas de civis, após as autoridades israelenses deliberadamente sabotarem um acordo de cessar-fogo multipartidário assinado em janeiro deste ano.
Recentemente, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netaniahu, reiterou ameaças de ocupar territórios em Gaza caso a resistência palestina não liberte os israelenses mantidos como prisioneiros. Netaniahu declarou em uma audiência parlamentar que “quanto mais o Hamas continuar se recusando a liberar nossos reféns, mais poderosa será a repressão que exerceremos”. Ele acrescentou que isso inclui “a apreensão de territórios, juntamente com outras medidas que não detalharei aqui”.
Em resposta, o Hamas alertou que os prisioneiros poderiam ser mortos se “Israel” tentasse um resgate militar. O grupo afirmou que “toda vez que a ocupação tenta recuperar seus prisioneiros à força, acaba trazendo-os de volta em caixões”. O Hamas ressaltou que está “fazendo todo o possível para manter os prisioneiros da ocupação vivos, mas o bombardeio sionista indiscriminado está colocando suas vidas em risco”.
Desde a operação da resistência palestina contra “Israel” em 7 de outubro de 2023, 251 prisioneiros foram capturados, dos quais 58 permanecem em Gaza, incluindo 34 que o exército israelense acredita estarem mortos.





