O portal The Grayzone levantou um questionamento recentemente, novembro (15), sobre a prisão de cinco italianos suspeitos de terrorismo. O grupo, segundo a polícia estatal italiana, formava uma célula nazista chamada Ordem de Hagal de origem religiosa, acusada de estocar armas e planejar ataques terroristas.
O portal de notícias notificou na matéria a utilização de um documento do Departamento de Segurança Interna italiano de 2022 que dizia que: “grupos nacionalistas ucranianos, incluindo o Movimento Azov, estão recrutando supremacistas brancos, extremistas violentos, racial ou etnicamente motivados para se juntarem a vários batalhões de voluntários neonazistas na guerra contra a Rússia”.
O questionamento deixado pelo portal foi: “Que tipo de treinamento os combatentes estrangeiros estão recebendo na Ucrânia para que possam proliferar em milícias baseadas nos EUA e grupos nacionalistas brancos?”
Segundo a polícia italiana
A polícia estatal italiana juntamente com o Ministério Público prenderam Maurizio Ammendola , 42, de Maddaloni, na província de Caserta, criador e fundador da associação “Ordem de Hagal” ; Michele Rinaldi, 47, residente na província de Avellino, vice-presidente da mesma associação e gerente de um canal Telegram; Massimiliano Mariano, 46 anos de Castellammare di Stabia e Giampiero Testa, um jovem de 25 anos de Marigliano, na província de Nápoles, que havia se aproximado de grupos nacionalistas ucranianos de extrema-direita. Além destes, o 5º italiano, Fabio Colarossi, romano de 36 anos, vai ter que se defender da acusação de propaganda de ideais neonazistas. Também está sob investigação um cidadão ucraniano ligado à extrema-direita que voltou ao seu país de origem. Anton Radomosky, 27, é natural de Ternopil, mas domiciliado na Itália, em Marigliano, onde reside seu pai. Anton está neste momento lutando contra os russos na Ucrânia, segundo a polícia informou. Foram detidos pelo “crime de associação com fins de terrorismo ou subversão da ordem democrática”
“Ataque na delegacia”
Em janeiro de 2021, Testa disse: “Faria um massacre como o da Nova Zelândia, mas não iria para os negros, iria para o quartel de Marigliano”. Conceito reiterado um mês depois, quando em outra conversa o jovem se deixou levar, elogiando Brenton Tarrant, autor australiano dos atentados de 2019 na Nova Zelândia: “Como Tarrant… tututututu. No quartel de Marigliano. Boom boom, eu estava matando todos eles.”
Os membros do “Hagal” são acusados de planejar ataques terroristas contra alvos civis e policiais. As investigações revelaram a intenção de membros do grupo de realizar atos violentos na Itália. Na Itália fascismo e racismo não são opiniões legítimas, são praticamente considerados crimes. As leis raciais promulgadas pelo fascismo em 1938 foram revogadas, assim como é proibido reconstruir o partido fascista. A Constituição diz: É vedada a reorganização sob qualquer forma do partido fascista dissolvido”, diz o XII dispositivo transitório e final da Constituição.
Embora o nazismo tenha encontrado um espaço seguro nas forças armadas ucranianas, as prisões e mandados contra os membros da Ordem de Hagal que planejaram ataques terroristas sugerem o potencial de retaliação da guerra por procuração da OTAN na Ucrânia, como veteranos endurecidos pela batalha e ideologicamente extremos encorajados por governos ocidentais e apoiados pela ajuda dos EUA e da UE.
“A alta disponibilidade de armas durante o atual conflito resultará na proliferação de armas ilícitas na fase pós-conflito”, o alertou o secretário-geral da Interpol, Juergen Stock .
O verdadeiro crime de terrorismo que está sendo cometido é o treinamento e financiamento dos extremistas nazistas na Ucrânia, desde 2014, pelo imperialismo americano. Grupos de extremistas, como estes cinco italianos, estão sendo treinados para guerrearem contra civis e militares russos com armas modernas. Bilhões de dólares são fornecidos para ajudar esses grupos. O imperialismo visa atacar a Rússia financiando esses grupos, fortalecendo seus preconceitos fornecendo-lhes um preconceito racial contra os povos de origem eslava sob pretexto de defesa de um suposto nacionalismo. O resultado desse investimento pode ser catastrófico. Os veteranos treinados na Ucrânia vão voltar para casa em cidades da Europa.




