Como toda sexta-feira, Rui Costa Pimenta, presidente do Partido da Causa Operária (PCO), é entrevistado pelo jornalista Leonardo Attuch, na TV 247. Na última edição do programa, Rui fez uma retrospectiva sobre o cenário político neste ano de 2022, comentou sobre a situação da Ucrânia diante do conflito com a Rússia, que já dura há, aproximadamente, dez meses, e fez um panorama sobre o que esperar do novo governo de Lula.
Logo no início da entrevista, Rui aborda como foi o ano de 2022 para o imperialismo: “Eu acho que foi um ano difícil para o imperialismo, porque as contradições se acentuaram, o que significa que eles perderam um pouco o controle de determinadas situações. Nós tivemos o caso da Ucrânia, foi um grande desafio dos russos. A dominação mundial do imperialismo que vetou essa operação militar russa. E nós tivemos também toda a crise chinesa que é um sinal de que os chineses estão também escapando do controle”. Rui completou essa parte falando das crises políticas e sociais na Europa: “Eles tiveram também muitas dificuldades dentro dos EUA e na Europa. O cenário político é muito complicado. Vê o Macron, por exemplo, é um governo que tem manifestação de rua pedindo que ele saia. É uma situação bastante crítica. Agora, isso não deve ser confundido com a passividade do imperialismo. O imperialismo é uma força dominante, ativa, então eles reagiram a um quadro de crise. Eu acho que para nós, na América Latina, o golpe no Peru, a situação peruana mostra que, com a volta do Biden ao governo, ele regressou com a política de golpes de Estado, que havia sido dificultada, não eliminada, mas dificultada durante o governo Trump”.
Ele também passou pela realidade ucraniana com o conflito no país: “As baixas ucranianas são terríveis. O cálculo, que inclusive não é dos russos, é de que os soldados ucranianos que são baixa nessa guerra ultrapassam os 100 mil soldados. Sem falar que o país está sem energia elétrica e tal. Eu não sei, a coisa está caindo em uma situação de impasse total. Eu acho que essas manifestações são uma tentativa de encobrir essa situação. Agora, eu não estou vendo um recurso para mudar o sentido do que está acontecendo”.
Além disso, concentrando-se no cenário nacional, Rui analisou a preparação do governo Lula, que irá assumir a Presidência da República no dia 1 de janeiro de 2023 e sobre a pressão da imprensa para que a nova administração inclua nomes da frente ampla: “Eles querem usar o governo do PT para ressuscitar o que seria a terceira via, o centro político nacional, que é uma corja de gente totalmente desclassificada, perigosa, são os agentes mais diretos do imperialismo que têm no Brasil. Eles querem usar o governo Lula como trampolim. Diferentemente de uma esquerda que acha que o Lula vai fracassar, eles não estão achando que o Lula vai fracassar, eles estão achando que vai ter briga numa série de coisas, mas eles percebem que o Lula tem autoridade política, então eles querem limpar a ficha dessa gente e lançar uma liderança”.
O programa na íntegra pode ser visto no canal da TV 247 no YouTube por meio do endereço a seguir:





