Nos dias 14, 15 e 16 de maio de 2023, a Dreamfactory realizará no Rio de Janeiro, em frente à Marina da Glória, um evento de negócios de futebol chamado “Soccerex”. Justamente no país do futebol, as empresas norte-americanas tentarão “meter a mão” no aspecto mais importante da cultura popular do Brasil, que é o futebol.
A realização desse evento de “negócios” é mais um passo na infiltração imperialista no futebol brasileira. O próprio nome, que faz alusão a “soccer” – palavra que provém de Futebol Association, justamente para não ser confundido com o “Football”, que é o futebol americano, nos Estados Unidos –, embora no mundo inteiro se use “futebol” nas mais variadas línguas.
Ou seja, acontecerá um evento na maior potência futebolística do mundo, que é um país atrasado e oprimido pelos monopólios internacionais, e esse evento levará o nome em referência aos Estados Unidos – que são o único país no mundo que chamam o futebol desse nome absurdo. Tal evento é um ultraje à cultura e ao povo brasileiros.
Para piorar, o evento ainda ocorrerá no Rio de Janeiro, que é a cidade em que dois de seus principais clubes foram tomados de assalto por sanguessugas norte-americanos: o Vasco da Gama, que foi tomado pela 777 Partners, e o Botafogo de Futebol e Regatas, que foi tomado pela Eagle Holdings, que é a empresa de John Textor.
Trata-se de mais uma frente de ataque contra a cultura popular brasileira, que indica de maneira cristalina como a burguesia dos países imperialistas não pode suportar que o esporte mais popular do mundo tenha como principal potência um país oprimido. O impacto que o futebol tem para os trabalhadores brasileiros – que chegam a formar gigantes torcidas organizadas – e para o povo dos países atrasados em geral, que se mobilizam em apoio à Seleção Brasileira, é gigantesco e ameaça em alguma medida o regime político de conjunto.
Portanto, a burguesia desenvolve meios de controlar o futebol nacional. O assalto aos clubes tradicionais, que somam dezenas de milhões de torcedores juntos, com os chamados “clube-empresas” é um desses meios. A realização de um evento de empresários de um país sem qualquer tradição neste esporte, mas que possui a maior quantidade de sanguessugas do mercado financeiro do mundo, é um outro meio de atacar a cultura do povo e, consequentemente, de atacar o país. Tem-se um processo para destruir o esporte mais popular do mundo e do Brasil e para tentar arrancar dele o seu caráter popular e mobilizador.





