Nesta segunda-feira (18), os professores municipais de São Luís, Maranhão, deflagraram uma greve geral. A principal reivindicação: reajuste salarial de mais de 33%. Imediatamente, a desembargadora Maria Francisca Gualberto de Galiza, do Tribunal de Justiça do Maranhão, considerou a greve como ilegal.
Vale ressaltar que o governo estadual fez uma proposta de acordo de reajuste salarial de míseros 5%. Ao mesmo tempo, a educação pública do estado continuou a ser depredada pelos capitalistas, tornando-as simplesmente inutilizáveis. Tanto é que foi iniciado o maior número de reformas de escolas no município e, até o momento, menos de 50%, num total de 258 escolas, estão finalizadas. Tudo isso após 1 ano e 3 meses de trabalho.
A prefeitura municipal, que faz de tudo um pouco para evitar fazer aquilo que deve ser feito, também faz de tudo para não pagar o que é de direito dos professores, tal qual o reajuste reivindicado de 33,24%. De maneira sorrateira, o governo diz que esse reajuste não se aplica aos professores municipais e que a única obrigação é com os salários bases de R$ 3.845 estabelecidos. Uma grande farsa, tendo em vista que a Lei do Piso se aplica a toda a categoria da educação em todo o País.
Além disso, o reajuste também tem caráter de recomposição inflacionária, uma vez que a categoria está há mais de 5 anos sem reajuste inflacionário e sem aumento. O valor de 33,24% representa, portanto, a luta digna da categoria que se encontra defasada pelo governo que, já há algum tempo, sequer dá atenção aos educadores.
A experiência dos últimos meses aqui no Brasil comprova, mais uma vez, a famosa frase “patrão só escuta máquina parada”. A greve é uma das maiores ferramentas da classe operária de todo o mundo, é uma mobilização independentemente das ameaças da justiça burguesa que tenta coagir os trabalhadores a qualquer custo.
As prefeituras e governos fecham as portas para negociação, omitem informações e mentem sobre a viabilidade real dos reajustes. Lançam propostas humilhantes, agridem os professores com as forças policias, tudo para colocar a categoria na linha, para que esta se submeta ao regime burguês.
Frente a isso, vemos que o movimento de greve na categoria dos professores é absolutamente geral. Finalmente, ao redor de todo o Brasil, os trabalhadores travam um embate brutal contra a burguesia e a sua política golpista. Por isso, representam a política mais acertada para o momento: a mobilização popular.
No final, todavia, somente um governo dos trabalhadores pode verdadeiramente solucionar a situação de crise à qual o imperialismo jogou o mundo. Somente um governo socialista, dos operários, pode reverter as reformas da previdência e trabalhista, barrar o avanço da reforma administrativa e demais reformas que representam um venal ataque contra o povo.
Nessa conjuntura, Bolsonaro e toda a corja golpista que o acompanha devem ser tirados do governo à força. E, para que as mobilizações sejam permanentes e as reivindicações do trabalhadores sejam atendidas, é preciso incluir a palavra de ordem Lula presidente. Essa é a forma que a luta contra o golpe toma neste momento.




