Os trabalhadores da Modirum Gespi, fábrica do setor de Defesa localizada em São José dos Campos, entraram em greve por tempo indeterminado na terça-feira (7). A paralisação foi aprovada em assembleia e tem como principais reivindicações o aumento da PLR e do vale-alimentação.
A empresa manteve a proposta de PLR de R$2.000,00, já rejeitada pelos trabalhadores. A única alteração apresentada foi a antecipação da primeira parcela, de R$1.000,00, para 30 de julho, antes prevista para o fim de outubro. Para os temporários com mais de 90 dias, a empresa propôs pagamento proporcional.
No vale-alimentação, a Gespi ofereceu reajuste dos atuais R$200,00 para R$350,00 em setembro e R$400,00 a partir de fevereiro de 2027. A proposta foi considerada insuficiente pelos metalúrgicos.
Os trabalhadores reivindicam PLR de R$5.000,00, vale-alimentação de R$800,00, fim do banco de horas, pagamento de horas extras e efetivação imediata de todos os temporários.
“Os trabalhadores chegaram no limite e cruzaram os braços. Enquanto a empresa não apresentar uma proposta que satisfaça às reivindicações, as máquinas vão continuar paradas!”, afirmou Arthur Cezário dos Santos, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.
A mobilização começou em 19 de junho, quando os trabalhadores aprovaram aviso de greve. No dia 29 de junho, a categoria cruzou os braços por 1h30m.
A Gespi emprega cerca de 300 trabalhadores e produz embarcações militares e artefatos explosivos.




