Campanha salarial

DF elege delegados para o Congresso dos bancários

Trabalhadores bancários de Brasília, em assembléia, definem pauta da campanha salarial da categoria para ser discutida na 24ª Conferências Nacional dos Bancários

Nessa quarta-feira (16), realizou-se a assembleia, de forma virtual, da categoria bancária de Brasília, cuja pauta principal era eleger os delegados que irão representar os trabalhadores da base do DF na 24ª Conferência Nacional dos Bancários no próximo mês de junho e, debater e deliberar sobre os principais eixos da campanha salarial da categoria, que tem a sua data base em setembro.

O calendário de atividades da campanha salarial dos bancários, este ano, está sendo antecipada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) que, segundo a sua presidenta, Juvandia Moreira, “decidiu-se pela antecipação das atividades por que a reforma trabalhista, feita pelo governo Temer após o golpe de 2016, acabou com a ultratividade, e isso significa que se a categoria não renovar a convenção até o dia 30 de agosto, quando a atual perde validade, poderá perder os direitos e os benefícios fundamentais já conquistados” (site Contraf/CUT 18/02/2022)

A campanha salarial dos bancários deste ano se deparará com uma situação ainda mais dramática do que nos anos anteriores.

O governo golpista de Bolsonaro, representante direto dos interesses dos banqueiros e grandes capitalistas, impõe um plano econômico que visa um gigantesco ataque às já precárias condições de vida das massas, comparável, somente, aos anos do famigerado governo de FHC (PSDB), que conduz a maioria da população a níveis de pobreza e miséria através do desemprego em massa, rebaixamento salarial, reforma da previdência e trabalhista, terceirização, privatizações, inflação galopante, etc.

A categoria dos bancários, que vem sendo duramente atingida por essa política, em virtude de suas características numéricas (são mais de 450 mil bancários espalhadores em todo o território nacional), e sua natureza central na economia capitalista na atual etapa, pode deslanchar um importante movimento nacional de luta, unindo-se, inclusive, ao conjunto de outras categorias de trabalhadores, que tem as suas datas base no mesmo período, (Correios, Petroleiros, Metalúrgicos, etc.) contra o governo, banqueiros e capitalistas. Além disso, é de fundamental importância a luta unitária da categoria bancária, nacionalmente, somente essa perspectiva pode abrir uma perspectiva de reversão do atual quadro.

Uma das questões que chama a atenção, em relação às atividades da campanha, foi a decisão do Comando em realizar a Conferência da categoria de forma híbrida.

A experiências da campanha de 2020 deve ser assimilada pelos dirigentes que, naquele período, alegando como pretexto de que não era possível fazer assembleias, atos e mobilizações presenciais durante a pandemia, abriram mão da luta tradicional da classe trabalhadora e realizaram apenas movimentos virtuais. Tais pretextos estavam em total contradição com a realidade da maioria dos bancários, que estão obrigados a saírem todos os dias para trabalhar nas agências e, agora, se somam aos demais trabalhadores que se encontravam em home office foram obrigados, todos, a retornarem ao trabalho presencial.

Os bancários têm sido um exemplo de combatividade entre todas as categorias atendendo sempre aos chamados de luta em todo o país, organizando grandes e combativas greves nacionais. Nesse sentido é preciso debater e deliberar, no Congresso da Categoria, um verdadeiro plano de luta que vise organizar uma gigantesca mobilização de toda a categoria, através dos métodos tradicionais da classe trabalhadora (greves, ocupações, piquetes, etc.) com o objetivo de arrancar dos patrões as suas reivindicações, tais como: reajuste de todas as perdas salarias roubadas pelos banqueiros; aumento real de no mínimo 20%, estabilidade no emprego, reposição da inflação toda a vez que a mesma atinja 3%; contra as privatizações, dentre outras. Além das pautas específicas da categoria, unir todos aqueles dispostos a agrupar um ativismo pelo Fora Bolsonaro e contra o regime golpista e que a categoria delibere pelo apoio a candidatura do único candidato que tem de derrotar o golpe, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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