Os donos de frigoríficos, um dos setores industriais do país que mais obtiveram lucro nos últimos anos, estão desrespeitando toda e qualquer conquista obtida pelos trabalhadores.
Em São Paulo, por exemplo, há frigoríficos que, durante os últimos, ou seja, de 2019, 2020 e 2021, não repassou sequer a inflação aos trabalhadores. Os trabalhadores, na realidade, estão vivendo numa situação de penúria, diante dos exorbitantes dos produtos e serviços.
No caso dos trabalhadores em frigoríficos, apesar de serem tratados como escravos, os patrões aumentam o preço de seus produtos quando bem querem, inclusive nesse período, a carne ultrapassou em mais de 100% seu preço.
Teve frigorífico, como o Coringa, Kienast, entre outros que repassaram aos trabalhadores, de 3% ou dividiram em três ou quatro vezes o reajuste salarial, como também houve casos de que os trabalhadores não receberam um único centavo de reajuste salarial durante todo esse período, temos com exemplo o Frigorífico Torres.
Não bastasse tal situação colocada aos trabalhadores, a despeito de que disse a golpista, latifundiária e ministra de agricultura, Tereza Cristina, discípula do governo ilegítimo de Bolsonaro, de que os patrões sejam fiscais deles mesmos, hoje os operários são obrigados trabalhar mais de 14 horas por dia, quando o permitido é de 8 horas diários. Isso é totalmente irregular.
Os patrões do setor frigorífico utilizam-se da choradeira habitual para se negar a reajustar os salários ou mesmo dividi-lo em várias vezes, o que acaba diminuindo o seu valor, no entanto não há nenhuma disposição em discutir e, desta forma tentar impor a destruição do acordo coletivo dos trabalhadores. O Sindicato dos Frios está à disposição para fazer o acordo, desde que os patrões e seus sindicatos reponham as perdas dos trabalhadores. Porém isso não impede de que patrão nenhum possa dar o devido reajuste. É conversa fiada, para tentar enganar o trabalhador.
Regime de escravidão
Diante da atitude dos patrões e seu governo de impor aos trabalhadores do setor frigorífico a volta do período colonial, do regime de escravidão, enquanto isso, se vê nos balanços divulgados pelas empresas desses escravocratas que, também nesse mesmo período o aumento do lucro foi altíssimo.
Esses são alguns dos balanços divulgados em apenas três trimestres de 2021: o JBS/Friboi, sem ter o fechamento anual de 2021, ou seja, até o terceiro trimestre foi de 14 bilhões, o Marfrig com 4 bilhões e assim sucessivamente, Minerva, etc..
Campanha salarial de emergência
O sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carne, Derivados e do frio no Estado de São Paulo está impulsionando a campanha por 30% já para todos os trabalhadores, como forma de recompor, minimamente, as perdas salariais do período e, como a inflação está em disparada, além da reposição das perdas passadas, há a necessidade de um mecanismo de proteção do poder de compra dos salários. Desta forma o Sindicato dos Frios defende que tenha reajuste automático toda vez que a inflação atingir 3%, que esse percentual seja repassado aos salários, ou seja, que seja estabelecido um gatilho salarial.




